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Conheça a mais nova sessão do site Pesquisa Psi, o blog "Linha Cética", mantido por Aurélio Moraes e supervisionado pelo Inter Psi, o blog tem a proposta de analisar alegações paranormais e sobrenaturais, dentro de uma linha científica e cética.

 
Já está disponível o vídeo com o discurso presidencial do Dr. Dean Radin, proferido durante a Convenção Anual da Parapsychological Association de 2006, realizada em Estocolmo - Suécia. Baixe, assista, recomende, comente!

 

 

ZANGARI, W. (2001). O Estatudo Científico da Parapsicologia. Revista Virtual de Pesquisa Psi. São Paulo: Inter Psi.


Wellington Zangari*

 

Este trabalho tem como objetivo discutir a cientificidade da Parapsicologia. Esta discussão se faz necessária, sobretudo pelo pouco tratamento do tema no meio acadêmico brasileiro. Serão apresentados os argumentos favoráveis e desfavoráveis à aceitação da Parapsicologia enquanto uma ciência, bem como o espaço social científico que tem conquistado desde sua fundação. Não se pretende fazer uma apresentação exaustiva da história dessa disciplina, mas uma história do embate político em torno de sua cientificidade.

 O campo de estudo da Parapsicologia: Procurando unicórnios?

Em todas as culturas e em todas as épocas há relatos de pessoas que dizem ter tido sonhos relacionados a eventos futuros. Pessoas que afirmam ter a capacidade de contatar pessoas falecidas. Feiticeiros e curadores que sustentam poder atuar sobre a saúde de pessoas que se encontram a longas distâncias. Outras relatam ter visto, na presença de outras pessoas, objetos levitando ou queimando sem que ninguém lhes ateassem fogo. São ainda numerosos os casos de pessoas que dizem poder sair de seus corpos e, então, viajar para lugares distantes onde jamais haviam estado. Sem falar dos casos em que pessoas são vistas levitando a grandes alturas enquanto estão em uma espécie de êxtase religioso. Há casos, ainda de animais que, ao se perderem de seus donos em mudanças residenciais, aparecem, após meses, na nova casa da família, há muitas centenas de quilômetros de distância da anterior.


di Licia, J. C. (1991) Psi em um experimento com meditação. Revista Argentina de Pesquisa Paranormal, 2 (3), ( pp.101-115)

Traduzido do Espanhol por Vitor Moura
( Tambien disponible en Español )

RESUMO

 

Seis sujeitos participaram deste experimento. Realizaram a mesma atividade sob duas condições diferentes: com e sem meditação. A atividade foi tratar de apreender por PES uma matriz composta de 25 quadrados que foram pintados com 5 (cores): amarelo, alvo, celeste, negro e vermelho. A matriz foi encerrada em envelopes. Os sujeitos completaram um questionário descrevendo seu estado físico, emotivo e mental. Os resultados gerais não foram significativos (psi-missing) sob ambas condições, mas individualmente dois sujeitos se saíram bem: MT, cujo psi-missing sob ambas condiciones dá um p = -0136; e MF um psi-missing de p=.0024 em estado de vigília e n.s. em estado de meditação mas a diferença entre ambas condiciones é significativa: p= .0027 (este número foi corrigido através de uma seleção "pós-hoc" oferecendo um resultado de p =.082, .029, .016, ver Tabela 1). O autor considerou importantes os sinais de psi obtidos. Num dos casos há uma correspondência entre o estado depressivo de MT e seu psi-missing. No caso do sujeito MF a presença de sinais de psi é mais evidente: esta sujeita estava ansiosa por demonstrar a eficácia da técnica de meditação empregada e este motivo fez que a sujeita tentasse obter poucos pontos em estado de vigília, culminando com zero ao final da sessão, e desta forma assegurar uma vantagem em favor do estado de meditação.



Bergamin, Beatriz (2005). Psi e a Teoria de Jung. Boletim Virtual de Pesquisa Psi, vol 2.

Beatriz Bergamin
Inter Psi / CENEP / COS / PUC-SP
monycamel@yahoo.com.br

Os fenômenos psi são contemplados pela Psicologia Analítica como manifestações dos arquétipos do Inconsciente Coletivo. Chamados por Jung de eventos sincronísticos, obedecem não ao princípio de causalidade admitido em geral pela ciência, mas sim ao que ele denominou princípio de sincronicidade.

Jung não só admitiu a existência dos fenômenos dando-lhes nome, mas inseriu-os no corpo de sua teoria como o fez com os sonhos.

Sendo o principal discípulo de Freud, sua teoria baseia-se também no conceito de inconsciente. Também para ele a estrutura da psique compõe-se de conteúdos conscientes e inconscientes; no entanto, aqui o inconsciente não se resume a conteúdos individuais reprimidos ou esquecidos pela consciência, mas algo mais abrangente, que contém a memória de um passado ancestral, da consciência da humanidade através dos tempos. Foi preciso criar um novo conceito para o que entendia ser o inconsciente.


Zangari, W. & Machado, F. R. (1996). Survey: Incidence and Social Relevance of Brazilian University Students's Psychic Experiences. European Journal of Parapsychology, Edimburgh, v. 12. (pp. 75-87)


Wellington Zangari & Fátima Regina Machado

Resumo

O principal objetivo deste trabalho é relatar a incidência e relevância sociológica de experiências parapsicológicas na vida diária de estudantes universitários brasileiros, e chamar a atenção dos pesquisadores, especialmente dos que fazem pesquisa no Brasil, para a promissora oportunidade que este país oferece para se fazer estudos de campo produtivos. O presente estudo compreende a análise de dados obtidos através da aplicação de um questionário de 72 ítens, em parte traduzido do questionário de 46 ítens de Palmer (1979) com algumas adaptações de acordo com a cultura brasileira. O restante do questionário compreende 27 questões da Escala de Experiências de Dissociação (Scale Experience Dissociative), desenvolvida por Bernstein e Putnam (1986). Essas questões também foram traduzidas e incluídas no questionário para uma posterior análise dos dados. Os resultados foram muito interessantes: 89,5% dos respondentes disseram ter passado por pelo menos uma experiência psíquica. Detalhes descritivos dos resultados do questionário são apresentados. Em um trabalho futuro, pretendemos analisar todos os ítens do questionário, comparando-os aos resultados de outros questionários. Pretendemos também ampliar o estudo para conseguir uma amostra quantitativamente significativa da população brasileira para maiores análises.


Krippner, Stanley & Hövelmann, Gerd. H. (2005)  O Futuro da Pesquisa Psi: recomendações em retrospecto / Parte I. Boletim Virtual de Pesquisa Psi, Vol 2.

( Tradução de Vera Lúcia Barrionuevo )

Dr. Stanley Krippner
Saybrook Institute – Califórnia / EUA
skrippner@saybrook.edu

Dr. Gerd H. Hövelmann
Hövelmann Communications – Marburg / Alemanha
hoevelmann.communication@kmpx.de

Desde que os seres humanos vêm registrando suas experiências, têm descrito devaneios que parecem transmitir pensamentos de outra pessoa, sonhos nos quais parecem tornar-se conscientes de eventos distantes, rituais nos quais acontecimentos futuros foram supostamente preditos, e procedimentos mentais que se diz terem produzido atuação direta em distantes objetos físicos.

Essas pretensas ocorrências podem ser exemplos de fenômenos que os pesquisadores da Psi (ou parapsicólogos) atualmente chamam de telepatia, clarividência, precognição e psicocinesia. Coletivamente, refere-se a Psi - interações relatadas entre organismos e seu meio ambiente (incluindo outros organismos) em que ocorra informação ou influência que pareça violar o corrente entendimento da ciência sobre tempo, espaço, força e suas reservas.

A “pesquisa Psi” tenta estudar essas interações, usando os instrumentos e tecnologias de investigação sistemática associada com outros empreendimentos científicos. Não obstante, a ciência corrente tenta tachar a pesquisa Psi de “pseudo-ciência” porque supostamente mascara os empreendimentos realmente científicos, mas fica com o peso de temas não testáveis, conceitos não confiáveis e experimentos não replicáveis (exemplo: Leahy & Leahy, 1983).

Os pesquisadores psi na realidade levam consigo, usualmente, o que a maioria das mulheres carrega em suas bolsas: tanta coisa inútil, muito pouca coisa absolutamente essencial; e então, como boa medida, diversos itens intermediários. A maior dificuldade dos pesquisadores psi reside em estabelecer o que é o que. Evidentemente, eles não carregam tais itens objetivamente, tendo em vista que sua obsessão por pertences é essencialmente mental. De vez em quando, acrescentam alguns itens: um corpo de dados novo, uma idéia experimental nova, uma nova teoria; uma vez ou outra, jogam alguma no lixo relutantemente; e, às vezes, param para classificar seus pertences e reconsiderar seu valor, sua relação mútua, e uma possível relevância futura.


Vera Lúcia Barrionuevo e Tarcísio R.Pallú[1]

Resumo

Este trabalho se propõe a reportar os esforços de seus autores no sentido de introduzir os procedimentos Ganzfeld junto à comunidade de estudantes brasileiros em Parapsicologia, tendo como sua principal finalidade a estrutura didático-pedagógica. Outro propósito, também importante, é permitir investigações sobre as relações entre diversos fatores (psicológicos?) e o desempenho ESP no Ganzfeld. Os dados coletados relacionam-se àtestagemde ESP por Ganzfeld. Foram reunidos os dados de todas as testagensde ESP pelo Método Ganzfeld, usando alvos estáticos, em ambiente de testagemoperado manualmente, num período de dois anos e oito meses, entre outubro de 1993 e junho de 1996. Foram realizados oitenta e nove testes com 64 sujeitos (26 homens e 38 mulheres), compreendendo sete como piloto, sessenta e sete com emissor, dez sem emissor e cinco como tentativa de emissão de sensações intensas. Deste total foi necessária ainvalidação de cinco testes. Optou-sepor uma abordagem histórico-descritiva para englobar desde os momentos da coleta das primeiras informações até o fechamento da primeira série de testagens. Apresenta o processo de aprendizagem do método, de elaboração dos alvos, dos procedimentos de aleatorização, da confecção dos formulários de instrução e questionamento aos participantes, da preparação das instalações do laboratório, bem como a descrição de dados relevantes detectados durante os três anos de duração de todo o processo. Uma análise pedagógica desses dados é incluída no presente relato.


por Ana Luiza Barbosa de Oliveira mail em 01/06/02
Originalmente publicado em Projeto Ockham

 

Introdução

O termo radioestesia (ou em inglês, dowsing) vem do latim radius, radiações, e do grego aesthesis, sensibilidade, ou seja, radioestesia significa literalmente sensibilidade a radiações.

Os chamados radioestesistas alegam ser capazes de captar radiações de diversas origens, incluindo objetos inanimados (águas subterrâneas, metais preciosos,etc), seres vivos (pessoas e seus órgãos internos), e até mesmo de espíritos. Mais que isso, alegam também poder analisar estas radiações, de forma a atribuir-lhes uma qualidade positiva (benéfica) ou negativa (prejudicial).


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