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Conheça a mais nova sessão do site Pesquisa Psi, o blog "Linha Cética", mantido por Aurélio Moraes e supervisionado pelo Inter Psi, o blog tem a proposta de analisar alegações paranormais e sobrenaturais, dentro de uma linha científica e cética.

 
Já está disponível o vídeo com o discurso presidencial do Dr. Dean Radin, proferido durante a Convenção Anual da Parapsychological Association de 2006, realizada em Estocolmo - Suécia. Baixe, assista, recomende, comente!

 

 

Zangari, W. (2000). Charles Sanders Peirce e a Pesquisa Psíquica. Caderno da 3ª Jornada do Centro de Estudos Peirceanos. São Paulo: CENEP. (pp.13-59)

Wellington Zangari

 

Resumo: Este trabalho visa mostrar o interesse de Charles Sanders Peirce pelo objeto de estudo da Pesquisa Psíquica, uma disciplina que surgiu no século XIX e tinha por objetivo “o exame sem preconceito ou pressuposição e a partir do espírito científico, daquelas faculdades humanas, reais ou supostas, que parecem ser inexplicáveis sob quaisquer hipóteses reconhecidas”. Peirce manteve contato com pesquisadores psíquicos eminentes, como W. James, E. Gurney, F. Meyers, F. Podmore,  e criticou alguns dos pontos fundamentais da teoria das alucinações verídicas, que parecia dar sustentação ao edifício interpretativo da Pesquisa Psíquica. Apesar de não considerar o fenômeno da telepatia como cientificamente demonstrado, Peirce não via impossibilidade teórica de sua existência e demonstrou como este não seria incompatível com sua teoria da percepção. As sugestões metodológicas e teóricas de Peirce demonstram que ele parece ter antecipado os rumos que a Pesquisa Psíquica tomaria durante o século XX.


*

Barrionuevo, V. L. & Pallú, T. R. (2005). A Ética em Parapsicologia. Revista Virtual de Pesquisa Psi, 1.

Vera Lúcia Barrionuevo[1] e Tarcísio Roberto Pallú[2]

Resumo O presente artigo aborda um dos mais profundos e abrangentes motivos de preocupação do ser humano :as fronteiras do respeito do indivíduo para com seu próximo em sua tentativa de crescimento interno e coexistência pessoal.A Parapsicologia, por seu específico interesse no potencial da mente humana, não prescinde de um enfoque particular no conjunto de normas regedoras da atuação de seus profissionais: seu código de ética.


Machado, Fátima Regina (2005). Parapsicologia no Brasil: Entre a cruz e a mesa branca. Boletim Virtual de Pesquisa Psi, Vol 2.

Profa. Dra. Fátima Regina Machado

Inter Psi - CENEP - COS - PUC/SP
Faculdade de Comunicação e Filosofia - PUC/SP
Instituto de Psicologia - USP
fatimaregina@pesquisapsi.com

Em minha dissertação de mestrado “A Causa dos Espíritos: Um estudo sobre a utilização da Parapsicologia para a defesa da fé católica e espírita no Brasil”, defendida com êxito em 1996 no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC/SP, apresento um estudo comparativo entre três abordagens adotadas para o estudo dos chamados fenômenos parapsicológicos, com concentração de interesse no tratamento dado à investigação dos chamados casos Poltergeist . Os propositores das diferentes abordagens em questão foram Oscar Gonzales-Quevedo, Hernani Guimarães Andrade e William Roll, a cada um dos quais dedico um capítulo, expondo sua trajetória de estudos, seu envolvimento com a Parapsicologia e sua abordagem de pesquisa.

 Há muito o desejo de divulgar essa dissertação de mestrado existe, porém devido a alguns percalços ainda não foi possível terminar a transformação do trabalho acadêmico em livro. Enquanto essa tarefa não é cumprida, trago neste artigo uma espécie de resumo de parte do que foi tratado na dissertação como um todo, feitas algumas revisões e atualizações, concentrando-me, principalmente, no contexto de desenvolvimento da Parapsicologia em território brasileiro. Assim, o presente texto se voltará às abordagens de Quevedo e Andrade especificamente. Por meio do conhecimento do contexto e das vias pelas quais a pesquisa parapsicológica – também conhecida como historicamente Metapsíquica e Pesquisa Psíquica, hoje denominada mais amplamente de Pesquisa Psi no Brasil – chegou e se desenvolveu em nosso país, é possível ter uma compreensão mais abrangente de suas diferentes abordagens, dos desvios e vieses que ela sofreu e ainda sofre.  

Ao ouvirmos falar em “Parapsicologia no Brasil”, nos vem à mente um misto de idéias que envolvem crendices, superstições, religiões, ocultismo. Realmente observa-se uma miscelânea de assuntos e práticas que, ao longo do tempo, foram abrigados sob o guarda-chuva denominado “Parapsicologia” para onde tudo o que é estranho, bizarro e aparentemente fora do normal foi empurrado. Por falta de conhecimento ou, vez por outra, por pura má fé, ao longo do tempo foram sendo semeadas informações equivocadas em terras brasileiras sobre essa ciência difundida principalmente na Europa e nos Estados Unidos da América. Em termos de divulgação popular, foram difundidas informações mais ou menos distorcidas sobre a pesquisa parapsicológica. Desde que essas informações começaram a chegar em terras brasileiras até hoje nossos dias vivenciamos capítulos de histórias mal-contadas por algumas pessoas que especulam a “Parapsicologia” de forma equivocada. Como num jogo de telefone sem fio, há várias pessoas que interpretaram e continuam interpretando as informações recebidas à sua maneira, satisfazendo necessidades ou desejos particulares. 


Alvarado, Carlos (1991).  Aspectos ideologicos de la parapsicologia Revista Argentina de Psicologia Paranormal, 2, No.1, pp-7-14


Traduzido do espanhol por Vitor Moura.
( Tambien disponible en español )


Carlos S. Alvarado


Recentes estudos sobre a sociologia e história da ciência nos alertam sobre a importância de fatores ideológicos no desenvolvimento da ciência. Como aponta Longino (1990), a ciência é em grande parte um processo social em onde conceitos tais como valores pessoais são importantes para decidir o que se considera como conhecimento científico.

 

Existem muitos exemplos da influência de doutrinas, ideologias, e conceitos filosóficos sobre a ciência. Por exemplo, a tradição hermética foi considerada como uma das influências mais importantes para promover o desenvolvimento da ciência durante os séculos XVI e XVII na Europa (Debus, 1978/1983). De acordo com Turner (1974) o naturalismo científico, um sistema conceitual que enfatizava o estudo racional da natureza e de problemas metafísicos, foi de grande importância para a ciência inglesa do século XIX. Outros estudos discutiram o papel de ideologias de superioridade sexual e racial em relação a investigações sobre diferenças biológicas e psicológicas entre os dois sexos (Russett, 1989), e em relação à medição da inteligência (Samelson, 1979).

[1]Vera Lúcia Barrionuevo[2] e Tarcísio Roberto Pallú[3]

 

RESUMO: Esta foi a primeira tentativa de realizar os experimentos Ganzfeld na América Latina. A coleta de dados começou em outubro de 1993 e terminou em junho de 1996, quando o Ganzfeld Manual foi completamente desativado. As testagens estenderam-se por igual período.

Este artigo inclui todas as sessões formais de Ganzfeld, com emissor, no período designado; com exceção da série-piloto, das cinco sessões anuladas, daquelas realizadas para ensino e treinamento, e as de demonstração a personalidades visitantes e cientistas.

Os dados aqui apresentados englobam o trabalho em questão e consistem de uma única série. Referem-se a sessenta testes válidos de ESP com emissor, onde participaram 49 sujeitos (20 homens e 29 mulheres). Os resultados encontrados são modestos, com 31.7% de acertos diretos (z = 1.04; p = .30 bi-caudal), tendo como medida de verificação da ocorrência de ESP os acertos diretos do juiz independente, prioritariamente aos do sujeito, embora os demais valores resultantes dos demais julgamentos sejam, também, apresentados. Usaremos o efeito de magnitude (r) embasado na seguinte fórmula: z dividido pela raiz quadrada do número de tentativas (Rosenthal, 199l, p.19).

 


Razente, N. S. & Silva, F. (2001). Ressonância Holográfica Psi. Revista Virtual de Pesquisa Psi. nº 1.* & Fernando Silva**


Sérgio N. Razente


Diagrama de Krippner

BIO-SISTEMA 1 ______________[]

ISOLAMENTO CONTINUMM ESPAÇO-TEMPO _______RESSONÂNCIA HOLOGRÁFICA

n, SISTEMAS 2 ______________[]

 

Krippner propõe que "ESP e Psicocinesia poderiam situar-se melhor no âmbito do modelo holográfico da realidade descrito por David Bohm e Karl Pribram" (Krippner, at al,1995,p.121), e Pribram associa "psi" com a "ordem implicada", observando que por intermédios de regras mais explícitas de "sintonizar" o domínio holográfico implicado poderia-se acordar sobre qual é a ordem básica primária (Pribram, at al,1995, p.37).

Entretanto, Bohm delimita que a psicocinese poderia surgir de processos mentais quando focados em "significados" em harmonia com os processos básicos materiais. Um tipo de Pk devida a "ressonância de significados não-locais", mas um tipo de interacção não-local que embora fosse semelhante não é idêntica a interconexão que permite o mesmo ângulo de polarização entre pares de fotões gémeos. Parafraseando Talbot , "Por razões técnicas, Bohm acredita que a mera não-localidade quântica não pode responder nem pela PK nem pela telepatia e somente uma forma mais profunda de não-localidade ofereceria uma tal explicação. (Talbot, M., p.156)


Texto escrito por Lígia Amorese Gallo e originalmente reproduzido no Jornal Infinito

Como humanos, temos sérias limitações físicas envolvendo nossos sentidos. Não vemos além de certa faixa de espectro luminoso, não ouvimos a partir de determinados tons, simplesmente nosso aparelho sensorial foi projetado para servir a uma mente habilidosa que vem se demonstrando apta a driblar tais deficiências a partir de outras capacidades natas apenas ao nosso gênero. Mesmo assim, a curiosidade quanto a como a natureza seria caso ouvíssemos além de nossa capacidade auditiva, ou víssemos mais cores além das do espectro visível, existe... e por vezes lança-nos na pesquisa e desenvolvimento de utensílios que nos permitam burlar e extrapolar tais limites.


Marcello Truzzi, publicado no The Zetetic Scholar, #12-13, 1987
Publicado em português no Ceticismo Aberto

Ao longo dos anos, tenho condenado o mau uso do termo "cético" quando usado para se referir a todos os críticos de alegações sobre anomalias. Infelizmente o termo tem sido abusado desta forma tanto por proponentes quanto por críticos do paranormal. Às vezes os usuários do termo distinguem entre os assim chamados céticos "leves" [soft] contra os céticos "duros" [hard], e eu reavivei em parte o termo "zetético" por causa deste mau uso. Mas agora penso que os problemas criados vão além de mera terminologia e a situação precisa ser passada a limpo. Uma vez que "ceticismo" corretamente se refere à dúvida em lugar da negação -- não-crença em lugar de crença -- críticos que tomam a posição negativa em lugar da agnóstica, mas ainda se chamam "céticos", são de fato pseudo-céticos e têm, creio eu, ganhado uma falsa vantagem usurpando esse rótulo.


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