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Bem, D. J. (1996). Ganzfeld phenomena. In G. Stein (Ed.), Encyclopedia of the paranormal (pp. 291-296). Buffalo, NY: Prometheus Books. Daryl J. Bem Cornell University
O procedimento de Ganzfeld é uma técnica de suave isolamento sensorial
que foi primeiro introduzido em psicologia experimental durante a
década de 1930 e subseqüentemente adaptada por parapsicólogos para
testar a existência de psi--processos anômalos de transferência de
informações ou energia, tal como telepatia ou outros formas de
percepção extra-sensorial que não são explicados pelos mecanismos
físicos ou biológicos conhecidos. Os parapsicólogos desenvolveram o
método ganzfeld, em parte, porque ficaram insatisfeitos com os métodos
de adivinhação de cartas para testar a ESP desenvolvidos por J. B.
Rhine na Duke University na década de 1930. Em particular,
eles acreditavam que o método repetitivo de escolha forçada, em que um
participante tenta repetidamente escolher o símbolo-alvo correto entre
um conjunto de alternativas fixas, falhava em capturar as
circunstâncias que caracterizam as condições relatadas de ocorrência do
psi na vida diária. Historicamente, psi
foi freqüentemente associado com meditação, hipnose, sonhos, e outros
estados alterados de consciência naturais ou deliberadamente induzidos.
Por exemplo, a idéia de que fenômenos psi podem acontecer durante a
meditação é expressa na maioria dos textos clássicos sobre técnicas
meditativas; a crença de que a hipnose é um estado condutor de psi data
do primeiro mesmerismo; e enquetes interculturais indicam que as
experiências psi da "vida-real" mais relatadas são mediadas por sonhos.
Existe agora evidência experimental consistente com
estas observações anedóticas. Por exemplo, vários investigadores de
laboratório têm divulgado que meditação facilita o aparecimento de psi
(Honorton, 1977). Uma análise de 25 experiências de hipnose e psi
conduzidas entre 1945 e 1981 em 10 laboratórios diferentes, sugerem que a indução hipnótica pode também facilitar o aparecimento de psi (Schechter, 1984). E psi mediado por sonho foi observado em uma série de estudos conduzidos no Maimonides Medical Center
em Nova Iorque, publicados entre 1966 e 1972 (Ullman, Krippner, &
Vaughan, 1989). Experimentos ganzfeld são os sucessores diretos dos
estudos de sonhos> Os
estudos de sonhos testaram a existência da telepatia, a transferência
de informações de uma pessoa a outra sem a mediação de qualquer canal
conhecido de comunicação sensorial. Dois participantes, um "receptor" e
um "emissor", passaram a noite no laboratório do sono. As ondas cerebrais e os movimentos dos olhos do receptor eram monitorados enquanto ele
dormia em um quarto isolado. Quando o receptor entrava em estado de
sonho--sinalizado pelo início de movimentos rápido dos olhos (REM)--o
experimentador apertava uma campainha que avisava o emissor que
começasse o período de envio. O emissor, então se concentrava em uma
imagem escolhida ao acaso (o "alvo") com o objetivo de influenciar o
conteúdo do sonho do receptor> Coletivamente,
os resultados da meditação, hipnose, e estudos de sonho sugeriram a
hipótese que informações de psi podem funcionar como um fraco sinal que
é normalmente camuflado pelo "ruído" sensorial da vida diária. Os
diversos estados alterados de consciência que parecem acentuar uma
habilidade individual de detectar informações psi pode ocorrer
simplesmente porque eles reduzem a interferência da entrada sensorial. Esta é a hipótese que iniciou o uso do método ganzfeld. Assim
como o procedimento usado nos estudos de sonho, o método ganzfeld foi
freqüentemente utilizado para testar a comunicação telepática entre um
emissor e um receptor. O receptor descansa em cadeira reclinável em uma
sala à prova de som. Metades de bolas de ping-pong translúcidas são
colocadas nos olhos e fones são colocados nos ouvidos. Luzes vermelhas
são direcionadas aos olhos do receptor e ruído branco é tocado pelos
fones. (o ruído branco é uma mistura aleatória de frequências de som
semelhantes ao ruído de um rádio fora de estação.) Este ambiente visual
e auditivo homogêneo é chamado Ganzfeld, uma palavra alemã que significa "campo total". Para
silenciar o "ruído" pela tensão interna do corpo, o receptor também
passa por um conjunto de exercícios de relaxamento no inicio do período
ganzfeld> Enquanto o receptor está
no estado ganzfeld, um emissor senta em uma sala separada, à prova de
som, e se concentra no "alvo", uma imagem ou seqüência de vídeo é
selecionada aleatoriamente. Durante cerca de 30 minutos, o receptor
pensa em voz alta, proporcionando um relato contínuo de todos os
pensamentos, sentimentos, e imagens que passam por sua mente. No fim do
período ganzfeld, são apresentados ao receptor vários estímulos
(normalmente quatro) e, sem saber qual era o alvo, se solicita a ele
que avalie o grau em que cada um dos alvos combina com os pensamentos e
imagens experimentados durante o período de ganzfeld. Se o receptor
atribui o grau mais alto para o alvo, então é considerado um "acerto".
Deste modo, se a experiência usa conjuntos contendo quatro estímulos (o
alvo e três estímulos de controle), a taxa de acertos esperada pelo
acaso é de um em quatro, ou 25 por cento. Alternativamente, as
avaliações de semelhança podem ser feitas por juízes externos usando
transcrições da imagem do receptor, como era feito nos estudos de
sonhos no Maimonides. Em 1985 e 1986, o Journal of
Parapsychology dedicou duas edições inteiras para um exame crítico dos
estudos ganzfeld , apresentando um debate entre Ray Hyman, um psicólogo
cognitivo e conhecido crítico cético da pesquisa parapsicológica e,
posteriormente, Charles Honorton, um parapsicólogo proeminente e
importante pesquisador de ganzfeld. Naquele tempo, existiam 42 estudos
ganzfeld relatados conduzidos por investigadores de 10 laboratórios. Ao
longo destes estudos, receptores alcançaram uma taxa de acerto médio de
cerca de 35 por cento. Isto poderia parecer uma margem pequena de
sucesso acima da taxa de acerto de 25 por cento esperada pelo acaso,
mas uma pessoa com esta margem de vantagem em um cassino ficaria rica
muito rapidamente. Do ponto de vista estatístico este resultado é
altamente significativo. A chance de se obter uma taxa de acerto de 35%
por mero acaso ao longo destes estudos é a de 1 para 1 Bilhão..
Análises adicionais demonstraram que este resultado global não poderia
ser resultado de os pesquisadores relatarem seletivamente estudos com
resultados positivos e não os de resultados negativos. Os Estudos Autoganzfeld Se
a crítica mais freqüente em relação a parapsicologia é de que ela não
produziu um efeito de psi repetível, a segunda maior crítica freqüente
é que muitos, se não a maioria, dos experimentos psi possuem controle e
confiabilidade inadequadas. Uma acusação freqüente é que estes
resultados positivos resultem principalmente dos estudos iniciais
fracamente controlados e então desapareceriam quando estudos com maior
controle e garantias fossem apresentados. As falhas mais
potencialmente fatais em um estudo psi são aquelas que permitem um
receptor obter informações sensoriais sobre do alvo por vias sensoriais
normais, seja por descuido ou por fraude voluntária. Isto é chamado de
problema de vazamento sensorial. Em seu debate, o crítico Hyman e o
parapsicólogo Honorton concordaram que os estudos que tiveram boas
proteções contra vazamento sensoriais obtiveram resultados tão fortes
quanto os estudos que tiveram menos proteções. Entretanto,
Hyman e Honorton discordaram em outros aspectos dos estudos. Eles
emitiram um comunicado oficial em 1986, em que concordaram que o
veredicto final aguardaria o resultado de experiências futuras
conduzidas por um número maior de investigadores e concordantes com
padrões mais rigorosos. Eles então apresentaram em detalhes o padrão
metodológico e estatístico mais rigoroso que acreditavam que deveriam
reger todos os futuros experimentos ganzfeld. Entre 1983 e
1989, Honorton e seus colegas conduziram uma nova série de estudos
ganzfeld mais igorosa, que respeitava as diretrizes estabelecidas por
Hyman e Honorton.. Estes são chamados de estudos autoganzfeld porque um
computador controla os procedimentos experimentais, inclusive a seleção
aleatória e apresentação dos alvos e a gravação das avaliações do
receptor. Os alvos consistiam em 80 imagens estáticas (alvos estáticos)
e 80 pequenos segmentos de vídeo complementados com som (alvos
dinâmicos), tudo registrado em um videocassete. Os alvos estáticos
incluíam gravuras artísticas, fotografias e anúncios de revista; os
alvos dinâmicos incluíam trechos de aproximadamente um minuto de
duração de filmes, programas de TV e desenhos animados. O
método gazfeld automatizado foi criticamente examinado por várias
duzias de parapsicólogos e pesquisadores comportamentais de outros
campos de pesquisa, incluindo famosos críticos da parapsicologia.
Adicionalmente, dois "mentalistas," mágicos que especializam na
simulação de psi, examinaram o experimento para assegurar que não era
vulnerável ao vazamento sensorial involuntário ou fraude voluntária por
parte dos participantes. Ao todo, 100 homens e 140 mulheres
participaram como receptores em 354 sessões ao longo de 11 experimentos
separados durante o programa de pesquisa autoganzfeld de Honorton. As
experiências confirmaram os resultados dos estudos anteriores, obtendo
virtualmente a mesma taxa de acerto mais ou menos 35 por cento. Também
foi descoberto que os acertos eram significativamente mais prováveis de
ocorrer com alvos dinâmicos do que com alvos estáticos. Estes estudos
foram publicados por Honorton e seus colegas no Journal of
Parapsychology em 1990, e a história completa da pesquisa ganzfeld foi
resumida por Bem e Honorton na edição de Janeiro de 1994 do Psychological Bulletin of the American Psychological Association (Bem & Honorton, 1994; Honorton et Al., 1990). Por que o Método Ganzfeld Funciona? Ao
tentar entender o psi, parapsicólogos tipicamente começaram com a
hipótese de trabalho de que psi, qualquer que seja seus mecanismos de
funcionamento, deveria se comportar como outros fenômenos psicológicos
mais familiares. Em particular, eles tipicamente presumem que a
informação do alvo se comporta como um estímulo sensorial externo que é
recebido, processado e experimentado de acordo com modos de
processamento de informações conhecidos. Da mesma forma, o desempenho
psi individual deve se alterar dependendo das variáveis controladas de
maneira psicologicamente compreensível. Estas suposições são
incorporadas na teoria de psi que primeiramente motivou os estudos
ganzfeld. Como
notado anteriormente, o método ganzfeld foi projetado para testar a
hipótese de que uma informação mediada por psi atue como um fraco sinal
que é normalmente camuflado pelo "ruído" sensorial corpóreo externo e
interno. Conseqüentemente, qualquer técnica que eleve a razão
sinal/ruído deve acentuar a habilidade da pessoa em detectar
informações mediadas por psi. Este modelo de redução de ruído de psi
organiza um grande e diverso conjunto de resultados experimentais,
particularmente aqueles demonstrando as propriedades de condutividade
psi em estados alterados de consciência como meditação, hipnose, sonhos
e, claro, o ganzfeld propriamente dito (Rao & Palmer, 1987). Teorias
alternativas propõem que o estado ganzfeld e outros estados alterados
podem ser condutores de psi por diminuírem a resistência do receptor
para detectar imagens de outras pessoas--imagens que não parecem ser
originadas dentro de sua própria mente --ou porque eles diminuem a
censura racional de tais imagens ou estimula raciocínios divergentes.
Neste momento, não existem dados que permitam escolher entre estas
alternativas, e o modelo de redução de ruído permanece o mais
extensamente aceito> O Alvo.
Existem várias hipóteses que tentam explicar a superioridade dos alvos
dinâmicos em relação aos alvos estáticos Alvos dinâmicos contém mais
informações; envolvem tanto os sentidos visuais quanto os auditivos;
evocam imaginação mais rica, e são mais naturais; possuem uma estrutura
narrativa, e possuem maior apelo emocional. Vários pesquisadores psi
tentaram ir além da simples dicotomia dinâmico-estático para refinar
mais as definições de um bom alvo. Embora estes esforços envolvessem o
exame tanto de propriedades psicológicas como físicas, nenhuma
conclusão foi alcançada até o momento. O Receptor
. Alguns receptores são mais bem sucedidos que outros em experiências
psi, incluindo experimentos ganzfeld. Por exemplo, aqueles que
relataram prévias experiências psi na vida real , meditadores e
praticantes de outras disciplinas mentais se saem melhor do que outros
em experimentos ganzfeld. Também tem sido freqüentemente relatado que
pessoas criativas ou artisticamente talentosas mostram grande
habilidade psi. Honorton testou isto em experimentos ganzfeld
recrutando vinte estudantes de música, teatro e dança da Juilliard School na
cidade de Nova York para servirem como receptores. De modo global,
estes estudantes conseguiram uma taxa de acerto de 50 por cento, uma
das maiores taxas de acerto já relatadas em uma única amostra de um
estudo ganzfeld. Os músicos eram particularmente bem sucedidos 75 por
cento deles identificavam com sucesso os seus alvos. (os detalhes
adicionais sobre os alunos da Juilliard e seu desempenho ganzfeld foram
divulgados em Schlitz & Honorton, 1992.) O
desempenho superior dos meditadores e indivíduos criativos ou
artisticamente talentosos podem pode refletir que diferenças se
assemelham aos possíveis efeitos do ganzfeld mencionadas acima Tais
indivíduos podem ser mais receptivos para imagens de outras pessoas,
ser melhor capaz de transcender restrições racionais na recepção ou
relato das informações, ou são mais divergentes em seu pensamento.
Também foi sugerido que tanto as habilidades artísticas quanto as
habilidade psi poderiam estar relacionadas a um funcionamento superior
do lado esquerdo do cérebro. E
finalmente, pessoas extrovertidas também tendem a se sair melhor do que
pessoas introvertidas em experimentos psi, e isto também vale para os
experimentos autoganzfeld (Honorton, Ferrari, & Bem, 1992). Eysenck
(1966) concluiu que extrovertidos deveriam realizar bem tarefas psi
porque eles ficam facilmente entediados e respondem favoravelmente a
estímulos novos. Em um cenário como o Ganzfeld, pessoas extrovertidas
podem se tornar famintas por estimulação e serem altamente sensíveis a
qualquer estimulação, incluindo a entrada de fracas informações psi. Em
contraste, pessoas introvertidas podem ser mais propensas a se entreter
com os próprios pensamentos e desse modo continuam a camuflar
informações psi apesar da entrada sensorial diminuída. Eysenck também
especulou que o psi pode ser uma forma primitiva de percepção anterior
ao desenvolvimento cortical no curso de evolução e, então, o
excitamento cortical poderia suprimir o funcionamento psi. As pessoas
extrovertidas devem se sair melhor em tarefas psi que as pessoas
introvertidas porque apresentam níveis de excitação cortical menores. Mas
existem possibilidades mais mundanas. Pessoas extrovertidas poderiam se
sair melhor que pessoas introvertidas simplesmente porque eles são mais
relaxadas e confortáveis nas configurações sociais de um experimento
psi típico. As pessoas introvertidas de fato se saíram melhor que
pessoas extrovertidas em um estudo em que os participantes não tiveram
nenhum contato com o experimentador mas trabalharam sozinhos em casa
com o material que receberam pelo correio (Schmidt & Schlitz,
1989). A pesquisa atual é direcionada a examinar a extroversão bem como
outras características de personalidade que parecem acentuar a
performance psi. O Emissor.
Em contraste com as informações sobre o receptor em experiêmentos psi,
virtualmente nada é conhecido sobre as características de um bom
emissor ou sobre os efeitos do relacionamento do emissor com o
receptor. Existe alguma evidência de que pares de emissor-receptor que
são amigos ou parentes próximos se saiem melhor do que pares formados
por pessoas desconhecidas. Vários
parapsicólogos alimentaram uma hipótese ainda mais radical, a de que o
emissor pode nem mesmo ser necessário. Na terminologia de
parapsicologia, os procedimentos envolvendo emissor e receptor testam a
existência de telepatia, comunicação anômala entre dois indivíduos;
porém se o receptor está de alguma maneira adquirindo as informações do
próprio alvo, isto seria chamado de clarividência, e a presença do
emissor seria irrelevante (com exceção de razões psicológicas
possíveis, como a expectativa de se sair melhor com um emissor). Existem
estudos não-ganzfeld que relatam evidência significativa para
clarividência, incluindo um clássico experimento de adivinhação de
cartas conduzido por J. B. Rhine e Pratt (1954). Na época da morte de
Honorton em 1992, existiam 12 experimentos ganzfeld onde não havia
emissor. A taxa de acerto global nesses estudos foi de 29% que, com o
número reduzido de 12 experimentos, não é significativamente superior
aos 25% esperados pelo acaso.. Procurando resolver essa dúvida,
investigadores da University of Edinburgh estão atualmente conduzindo experiências onde sessões ganzfeld com e sem emissor serão sistematicamente comparadas. A Física de Psi.
O nível psicológico das teorizações discutidas acima não faz,
obviamente, menção ao enigma que torna os fenômenos psi primariamente
anômalos sua incompatibilidade presumida com nosso atual modelo
conceitual de realidade física. Parapsicólogos diferem extensamente
entre si em suas inclinações para teorizar a esse respeito, mas vários
deles, cuja formação se apóia em física ou engenharia propuseram
teorias físicas (ou biofísicas) para os fenômenos psi (uma resenha
extensa da parapsicologia teórica foi feita por Stokes, 1987). Apenas
algumas destas teorias forçariam uma radical revisão em nossa concepção
corrente de realidade física. Aqueles
que acompanham debates contemporâneos em física moderna, porém, estarão
cientes que vários fenômenos preditos pela teoria quântica e
confirmadas em experimentos são incompatíveis com nosso atual modelo
conceitual de realidade física. Deste é a confirmação empírica do
teorema de Bell, em 1982, que tem criado maior excitação e controvérsia
entre filósofos e alguns físicos que estão dispostos a especular a esse
respeito (Herbert, 1987). Em resumo, o teorema de Bell declara que
qualquer modelo de realidade que é compatível com a mecânica quântica
deve ser não-local deve permitir a possibilidade de que os resultados
de observações em duas posições arbitrariamente distantes possam ser
correlacionadas de modo instantâneo, o que é totalmente incompatível
com qualquer mecanismo causal fisicamente permissível . Vários
modelos possíveis de realidade que incorporem a não-localidade foram
propostos tanto por filósofos como por físicos. Alguns destes modelos
eliminam claramente a transferência de informações do tipo psi, outros
permitem isto, e alguns realmente exige isto. Deste modo, em um nível
mais geral de teorização, alguns parapsicólogos acreditam que um dos
modelos mais radicais de realidade compatível tanto com a mecânica
quântica quanto com o psi venha a ser eventualmente aceito no futuro.
Quando isto ocorrer, o fenômeno psi não mais será anômalo. Continuidade da Pesquisa Ganzfeld Devido
ao seu sucesso, vários laboratórios de parapsicologia em torno do mundo
continuam a conduzir experimentos ganzfeld , inclusive na University of Amsterdam , na University of Edinburgh, na Gothenburg University na Suécia e, nos Estados Unidos, na Cornell University e no Rhine Research Center em Durham, Carolina do Norte. Como crítico, Hyman escreveu que os
experimentos autoganzfeld "produziram resultados intrigantes. Se
laboratórios independentes puderem produzir resultados semelhantes com
as mesmas relações e com a mesma atenção para metodologia rigorosa,
então parapsicologia pode realmente finalmente capturar sua vítima fugitiva" (pág. 392). * traduzido para o português por Leonardo Stern (lstern@holorressonancia.com) Bibliografia Bem,
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I., & Ferrari, D. C. (1990). Psi communication in the ganzfeld
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K. R., & Palmer, J. (1987). The anomaly called psi Recent research
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NC McFarland. Ullman,
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in nocturnal ESP (2nd ed.). Jefferson, NC McFarland & Company. |