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Ressonância Holográfica Psi PDF Print E-mail
Written by Wellington Zangari   
domingo, 20 março 2005

Razente, N. S. & Silva, F. (2001). Ressonância Holográfica Psi. Revista Virtual de Pesquisa Psi. nº 1.* & Fernando Silva**


Sérgio N. Razente


Diagrama de Krippner

BIO-SISTEMA 1 ______________[]

ISOLAMENTO CONTINUMM ESPAÇO-TEMPO _______RESSONÂNCIA HOLOGRÁFICA

n, SISTEMAS 2 ______________[]

 

Krippner propõe que "ESP e Psicocinesia poderiam situar-se melhor no âmbito do modelo holográfico da realidade descrito por David Bohm e Karl Pribram" (Krippner, at al,1995,p.121), e Pribram associa "psi" com a "ordem implicada", observando que por intermédios de regras mais explícitas de "sintonizar" o domínio holográfico implicado poderia-se acordar sobre qual é a ordem básica primária (Pribram, at al,1995, p.37).

Entretanto, Bohm delimita que a psicocinese poderia surgir de processos mentais quando focados em "significados" em harmonia com os processos básicos materiais. Um tipo de Pk devida a "ressonância de significados não-locais", mas um tipo de interacção não-local que embora fosse semelhante não é idêntica a interconexão que permite o mesmo ângulo de polarização entre pares de fotões gémeos. Parafraseando Talbot , "Por razões técnicas, Bohm acredita que a mera não-localidade quântica não pode responder nem pela PK nem pela telepatia e somente uma forma mais profunda de não-localidade ofereceria uma tal explicação. (Talbot, M., p.156)

E esta forma mais profunda é o ponto de vista do Universo Actualizado de Laszlo, onde o "campo" de memória e informação registra tragetórias e movimentos dos quantas e sistemas de quantas. Para ele, o feedback proveniente desse campo fornece um sinal semelhante ao "psi" de Walker e Josephson. Para os quanta, a função do campo é análoga à de Q, o ‘potencial quântico’ de Bohm. Laszlo o designa por ‘campo ? ‘ e este campo não é uma realidade independente do observador, "...mas a face subjectiva do campo responsáveis pela transformação dos processo não determinados dinamicamente, em processos estocásticos determinados para níveis de "ordem" cada vez mais elevadas, em oposição a diversidade ilimitada e incoerente"(Laszlo,p.112).

A relação entre: a) processos estocásticos que se desenvolvem para níveis de ordem cada vez mais elevados; b) e o nível de não-localidade quântica do Q, evoluem para uma dinâmica não-local que restringe a aleatoridade. A hipótese de "ressonânica mórfica" suporta que é inerente a natureza uma espécie de memória cumulativa (Sheldrake, R.,1994, p.191). Os "campos de probabilidade" sustentados por Sheldrake têm um nível de não-localidade que satistaz a exigência experimental suportada pela investigação das interacções psi. O modelo de Jahn e Dunne a partir de seus experimentos defende que psi pode ser entendida mais como uma "ressonância" do sujeito com o REG (Jahn, R. G., Dunne, B.J.,1987, p.142). No modelo e equações de Schimidt não está implicada "tranferência de energia e informação mas correlacionamento de estados onde a consciência (observação) gera um colapso na função de onda do REG (Stokes, D, 1987, p.145). Colápso que para Goswami é não-local porque a própria consciência é não-local (Goswami, A, 1993, p.144) and what appears as ramdon pattern to the scientific method can be meaningful pattern to a living organism ( Josephson, B:D., and Pallikari-Viras, 1991).

Nossa hipótese é de que uma forma possível de ocorrer ressonância holográfica psi, através de um correlacionamento entre os sistemas 1 e 2, são as propensões de ambos num universo fisicamente holográfico. Quando surge uma propensão nos processos dinâmicos aleatórios na mecânica do movimento fundamental da matéria, ela pode ser mensurada num determinado intervalo de tempo. Quando encontramos um resultado acima do esperado por acaso em testes psi, estamos observando na verdade esta propensão de restrição nos processos aleatórios.

Na percepção sensorial o objecto exterior é reconstruido pelo processo holográfico cerebral e se correlaciona com o holograma real que é o objecto. O sujeito Bio-Sistema-1 reconhece o objecto alvo Sistema-2 a partir da informação que tem dentro de seu próprio Bio-sistema-1. O processo de "reconhecimento" e "evocação" de tal informação, está correlacionado por não-localidade quântica da rede holográfica neural com as própriadades estruturais de actividade vibracional do Sistema-2 no meio ambiente. A medida de "correlacionamento " expressa o grau de ressonância sensorial que, mais não é senão o produto final da percepção na consciência, esta por sua vez, de natureza não-local.

Este paradigma holográfico da psi está em conformidade com os modelos de processamento de informação ESP. A explicação de como ocorre interações psi entre um sujeito e um objecto físico exterior ao indivíduo, pressupõe que a informação do objecto já está dentro do sistema cognitivo do sujeito. O mesmo se refere a interação telepática entre dois sujeitos, já que ambos estão mergulhados num mesmo campo holográfico (HMA). Uma saturação de sinal e informação nos sistemas ocorre, devido a um conjunto de factores internos e externos na configuração estereodinâmica das redes neuronais fronto límbicas, que permitem a operação das transformações de Gabor, e limitam os infinitos de Fourier. Tais transformações promovem uma eliminação constante de dados que se apresentam no campo holográfico (Laszlo, E.,1993, p.158-166). A configuração estereodinâmica demarca um limiar intermitente para o nível de saturação de sinal no sistema. Efficiency of information processing depends also of the actively structuring the redundancies (Pribram, 1990, p. 174).

O modelo de Charles Tart descreve um "processador de entrada" cuja função, é descartar a maior parte das informações recebidas pelo "orgão transdutor da ESP". O conteudo das informações esta sujeito a uma série de distorções e modificações(Tart, C., 1979). Briones por sua vez, apresenta um modelo com um tipo de organização responsável pela Recepção das mensagens psi, Discriminação e Decodificação(Briones, L.F., 1983). Também no modelo de Harvey J. Irwin faz-se referência a três estágios para o processamento psi : recognition ; semantic coding; and semantic analysis (Palmer, J., 1986).

Nos experimentos de "psi" com testes clássicos, o sistema cognitivo do sujeito gera uma sequência de símbolos com dada distribuição que pode ser desde nada aleatória para muito aleatória (num espectro contínum de aleatoridade). Nos experimentos de ganzfeld e visão remota a imagem gerada pelo sistema cognitivo também obedece padrões até certa medida aleatórios na dinâmica das operações mentais executadas. Quem determina as restrições para o grau de aleatoridade são os factores que representam os inibidores biológicos: campos geomagnéticos; fase do dia; variáveis da personalidade; estados de consciência; e outros factores). Estes factores intervém nos resultados de testes psi.

Os métodos que se aplicam para medir o efeito psi determinam correlações (Morris, R.L.,1996, p.70-110). Quando encontramos num teste ESP psi hitting, do total de scores corretos (correlacionados) que já se sabe serem acima do esperado por acaso, existem os símbolos gerados por acaso (aleatórios) enquanto que outros não foram por acaso (psi). A subtração dos primeiros pelos segundos dá-nos os acertos obtidos por psi. Estes acertos ditos "psi" são resultado da propensão de restrição nos processos aleatórios globais da interacção no sistema experimental de medidas. .

Mas os parapsicologistas ainda não sabem separar do total de acertos obtidos num teste ESP bem sucedido, os acertos obtidos por acaso dos acertos obtidos por psi (Alcock,1987). O coeficiente de Timm(1973) é um modelo matemáticos que permitem fazer esta análise, e é discutido por Stokes onde observa alguma dificuldade em que " Timm’s derivations do not cover cases in which mixed hitting and missing occur", mas encoraja uma aproximação empírica com o medelo de Schmidt (Stokes, d., 1991, p.279).

O modelo holográfico da psi deve basear-se numa interpretação matemática em busca do padrão de onda fundamental entre dois ou mais sistemas em interacção. Psi hitting e psi missing são neste modelo a mesma coisa, e sua medida distingue somente vetores relacionados a ESP/PK. Talvez o efeito de "signature" descobertos por (Jahn, R.G., e Dunne, B.J., 1987, p.130-135) seja o reflexo do que procuramos. No modelo de ressonância holográfica psi, qualquer valor acima do esperado por acaso é interpretado como produto da propensão de restrição nos processos aleatórios entre dois ou mais sistemas em interacção. Assim, num valor N total de acertos, subtrai-se o número de acertos que se sabe teoricamente serem esperados por acaso, restando o n acertos que representam psi hitting virtually. Podemos identificar os acertos por psi virtualmente.

Como psi é iqual a relação inversamente proporcional entre ESP/PK , num experimento de PK a curva que caracteriza a "signature" na sequência de eventos aleatórios, denota a restrição imposta pela propensão. Entretanto, ao invés de a propensão resultante da ressonância impor restrições sobre o sistema nervoso, impõe sobre o "sistema alvo" ou REG, formando uma curva fora do esperado por acaso. Notar que se tal "curva" ocorrer nas redes neurais e o "ruido" intermitente for decodificado em "informação" não ocorrerá a PK no REG. Esta informação é medida na seguencia que forma os palpites do sujeito em condiçõe de teste ESP. A curva ou "signature" e os hittis psi são a mesma coisa, isto é, resultado da propensão de restrição nos processos aleatórios.

Assim, o factor predisponente a uma certa ordem sistemática encontrado, e que será nosso padrão de onda fundamental, determinará qual acerto está associado a este factor e qual não está. Para este efeito, os experimentos em psi devem ser realizados para medir simultaneamente ESP/PK, ou seja, deve-se aplicar um teste de ESP e PK ao mesmo tempo. O próprio experimento é um teste para verificar se a hipótese holográfica está de acordo com as previsões.

Nós supomos que: se a ressonância desenvolver energia activa local das sinápses o suficiente para o desdobramento de novos eventos sucessivos processáveis em memória, ocorrerão modificações dinâmicas (energéticas) e estruturais (informacionais) locais no Bio-Sistema-1. Num contexto de elevada intensidade do campo predominam os efeitos cinéticos (ruido) e num contexto de baixa intensidade do campo predominam os efeitos informacionais. O limiar entre âmbos depende do nível de saturação de sinal na configuração estereodinâmica das redes neuronais, que permitem a operação das transformações de Gabor e limitam os infinitos de Fourier. O limiar do nível de saturação de sinal é encontrado no "principle of least action" de Pribram, onde a computação ocorrem nas estruturas dissipativas e junções polarizadas (Pribram, 1990, p. 177).

A natureza da percepção sensorial holográfica permite que se obtenha uma informação extra-sensorial de fraco sinal do processamento de memória do próprio encéfalo, porque a consciência interage não-localmente com o meio ambiente, e desta interação resulta interferência PK. Na condição de tais interferências (ruído) tomarem a forma de estruturas fractais, pequenos efeitos com probabilidades de p<0,01 sinais nas condições iniciais terão potenciais efeitos no desenvolvimento ao longo do continum espaço-tempo formando sequências. Tais padrões de sequências podem atribuir condutas no comportamento interpretadas na forma de out-puts do Bio-Sistema-1 correlacionados com o estado do Sistema-2.

Ocorreria uma interacções psi de Micro-Pk nas sinápses neurais e em seguida a ESP como processamento final de informação (débil e fraco) desta interacção PK processável em memória. ESP/PK seriam aspectos diferentes do mesmo fenómeno, a saber, de uma ressonância holográfica, e também inversamente proporcionais num sistema de equações.

Mas não está claro se estas previsões estão de acordo com os dados experimentais da investigação psi. Gertrude R. Schmeidler sugere que se interprete a psi como um continum e comenta investigações de Half (1982) e Puthoff (1983) e Hubbard, May, Puthoff (1986) numa tentativa de aplicar testes de ESP e PK em conjunto onde PK change at the site of an ESP target". Mas no "continum" de Schmeidler não implicaria a relação inversamente proporcional que propomos. Em termos teóricos, Nash (1983, 1984) propôs que ESP provoca um colapso no vetor de estado do sistema de modo que "PK and ESP thus become inseparable aspects of one act of psi and whenever psi occurs, it affects both the observer and the target". (Schmeidler, G.R., 1987. p.20,36,38).

A questão principal é determinar claramente se:

a) Testes de ESP em condições de elevada intensidade do campo geomagnético, mostram resultados de acordo com o esperado por acaso, e teste de Micro-Pk nestas mesmas circunstâncias mostram resultados acima do esperado por acaso.

b) Inversamente, em condições de fraca intensidade do campo geomagnético testes ESP revelam resultados acima do esperado por acaso enquanto que testes de Micro-Pk revelam resultados esperados por acaso.

Roney-Dougal e Gunther Vogl examinam algumas conclusões experimentais de outros investigadores e há dados o suficiente para construir uma modelo sobre o assunto, :

 Spontaneous telepathic impressions were more frequent on days of quiet geomagnetic activit (Persinger,1986); also remote-viewing experiments are more successful when the geomagnetic field is relatively quiet(Adams,1986); but not relationship to precognition (Persinger & Schaut,1988); The Maimonides Dream experiments showed that the best hits with a quiet geomagnetic activit. However this correlation did not hold in Honorton’s Ganzfeld nor with Princeton experiments; One of the studies by Tart (1988) showed some correlation on day of quiet geomagnetic activity; Psi experience such "Bereavement hallucinations" ocorred when geomagnetic activity is increased (Persinger, 1988); Poltergeist episodes are correlated with increases of the geomagnetic activity (Gearhart & Persinger, 1986); Braund and Dennis (1989) examined four sets of biological psychokinesis data where great effects were shown on days when the eletromagnetc field was increased; Chauvin and Varjean (1990) and also Harvalik’s (1978) work with artificial magnetic field and dowsers found that when the electrical plates were at a certain distance a significant anhancement PK was obtaned; Finaly , Roney-Dougal e Gunther Vogl speculations about "the production of melatonin and the possibly psi-conductive beta-carbolines in the pineal gland is affected not only light and emotional stress, but also by the EMF". (Roney-Dougal e Gunther Vogl, 1993, p.3,4). Physiological and geomagnetic correlates of apparent anomalous phenomena was found in reserch conduct by Stanley Krippner shown that a significant correlation was obtained in which "apparent anomalous phenomena preceded an elevation in diastolic blood pressure and elevated geomagnetic activity". However, autors recommend more systematic means to further research (Krippner, S., at al, 1986, p.281). Public numerical lotteries research showed that "on days of low geomagnetic activity the true predictions density significantly exceeds chance expectation" (Zilbermam, M., 1995, p.149).

 

Entretanto, estes trabalhos não procuram tirar medidas da psi, considerando testes de ESP ao mesmo tempo que testes de PK. Um teste crucial para verificar a hipótese de trabalho, é desenvolver uma metodologia que possa mensurar a psi em testes de ESP/PK simultâneos. Mas a descoberta de uma relação inversamente proporcional entre ESP e PK embora seja necessária não é suficiente para provar que tais efeitos sejam devido a "ressonância holográfica". Além de testes ESP/PK simultâneos, devemos considerar o padrão de interferência que resulta no processamento das redes nervosas implicadas.

 

RESSONÂNCIA HOLOGRÁFICA PSI - OPERACIONALIZAÇÃO DE CONCEITOS

    A ressonância holográfica é um modelo de como funciona a percepção, onde operam certas estruturas funcionais que permitem sustentar a hipótese da psi como um efeito da interacção de diversos factores. O factor crucial para a manifestação da psi, sem o qual a interpretação não é possível, é a possibilidade de interacções não-locais entre os diversos sistemas da natureza desencadearem ressonância entre sí.

Mas a noção intuitiva do modelo de ressonância holográfica proposto aqui é de que, basicamente, o que percebemos como um "mundo lá fora" não está "lá fora" realmente, mas representa uma padrão de processamento cognitivo interno do próprio encéfalo. Não quer dizer que não exista um mundo tridimencional extendido no contínum espaço-tempo, mas que aquilo com o qual nossa percepção consciente esta habituada a interpretar como "mundo lá fora" é o produdo do processamento cognitivo interno do próprio cerebro. Há um mundo externo virtual e outro real e ambos interagem por não-localidade quânticas. Consequentemente, as interacções psi tem lugar neste modelo, uma vez que a noção do Todo é um "correlacionamento" ao longo de um "isolamento" continum no espaço-tempo holográfico, e que emerge da não-localidade dos sistemas. Dito de outro modo, dois objectos que percebemos como separados "lá" no mundo tridimencinal, não estão separados na realidade, porque aquelas duas estruturas atômicas fazem parte(estão envolvidas) de um esquema maior de leis naturais (tridimencionalidade), e o observador é quem os separa na visão e os reune na percepção e operações mentais .

Para explicar a natureza da interacção não-local entre os sistemas, é necessário uma distinção entre "transferência de energia e infomação" e "correlacionamento de estados", seja para o estudo da física quântica, seja para a compreenção dos fenómenos de percepção. Vamos defender que há na percepção sensorial uma pequena, mas significativa dependência destas interacções não-locais que, em última análise, descreve o mundo através de um modelo holográfico da percepção. A percepção extra-sensorial e micro-pk são um de seus efeitos, entre muitos outros de igual ou maior grau de importância.

O paradigma escolhido aqui procura explicar como pode ocorrer psi por "correlacionamento de estados" sem precisar supor "transmissão" de energia e ou informação. O constructo teórico para explicar o fenómeno, é rotulado aqui por ressonância-holográfica psi que ocorre entre dois ou mais sistemas em condições de isolamento da localidade. O conceito de isolamento exige o controle sobre as variáveis eletromagnéticas, mecânicas e químicas, que servem de estruturas locais entre os sistemas.

Para mensurar a interacção um sujeito deve estar isolado do objecto alvo da percepção. Uma diversidade de interacções actuam sobre âmbos os sistemas 1 e 2 e é através das medidas combinadas de cada um destes factores isoladamente que se obtem um padrão de onda fundamental para a análise.

Na percepção do sujeito, os processos neurofisiológicos apresentam uma função de onda cujo padrão de funcionamento holográfico da percepção, tem que determinar qual é a frenquência fundamental. A medida é obtida mediante análise de Fourier e transformações de Gahor para o sistema cortical, de modo que o campo holográfico esteja distribuido em todo o sistema nervoso.

DUAS POSIÇÕES EPISTEMOLÓGICAS

O modelo holográfico proposto aqui, não descreve nenhum canal de comunicação entre os elementos, mas apenas sua correlação de estados, o número de elementos e a relação possível de causalidade entre eles, que resulta de uma disposição estatistica. O Modelo é uma Matriz de correlações, um diagrama onde a psi obedece certas estruturas funcionais. Duas posições epistemológicas terão de ser discutidas:

 

a) Há uma funcionamento holográfico somento no cérebro de modo que o imput sensorial é suficiente para a reconstrução do objecto. Certa comunicação entre regiões topograficamente separadas no cérebro é estabelecida mediante interacções não-locais. O cérebro interpreta os dados por análise de padrões de interferência de ondas. A imagem virtual se assemelha com o objecto real. Tudo o que o cérebro precisa, são os input sensoriais e o sinais internos de processamento.

b) Por outro lado, há uma funcionamento holográfico independente do encéfalo e na natureza própria do objecto exterior que constitui o alvo da percepção, de modo que a informação do imput sensorial embora seja necessária não é suficiente para o cérebro reconstruir o objecto exterior. Nesta posição epistemológica é suposto qualquer modelo holográfico da percepção depender da existência de interacções entre o cerebro e o objecto real também por não-localidade quântica (modelo possíveil de intepretação é o da não-localidade quântica). Tem-se então dois hologramas, um que constitui o meio ambiente, e outro que constitui as estruturas que permitem operações cerebrais executadas para processamento da informação deste holograma-ambiente.

 

Estas duas posições epistemológica podem ser utilizadas para o modelo de ressonância holográfica psi. A diferença entre âmbos é que no primeiro caso, onde só supõe-se o cérebro funcionar como um holograma, se psi ocorrer não é possível haver nenhuma conecção entre sujeito-alvo através de "transferência de energia e informação" para haver somente "correlacionamento de estados". No segundo caso onde o próprio meio ambiente é um holograma, há possibilidade de ocorrência seja de "transferência" seja de "correlacionamento".

O modelo de interacções proposto aqui procura explicar o fenómeno psi por "correlacionamento de estados", uma vez que as condições teóricas e experimentais mostram maior mobilidade experimental com ganho probabilístico de evidência, visto que temos o "correlacionamento" inerente a âmbas posições epistemológicas e assim, não precisamos supor "transferência".

Nós precisamos identificar o que ocorre em comum entre o cérebro e o objecto real, que permita uma correlação entre âmbos. A hipótese central é de que o elemento comum traduz-se pela sua própria natureza quântica de indeterminação em algum nível ou estado da matéria. A compreenção dos eventos aleatórios estendidos em processos lineares é um dado inealienável para a identificação matemática do "correlacionamento".

Podemos entender o Sujeito como um Bio-sistema(1) composto por diferentes sub-sistemas, assim como o Alvo sendo outro Sistema(2) composto por diferentes sub-sistemas. Deve haver um sub-sistema de cada Sistema-1 e 2 que seja semelhante em sua natureza de operações, cujo resultado esteja ligado as propriedades quânticas de âmbos os Sistemas 1 e 2. Os eventos quânticos em comum entre o sujeito e o alvo são aqueles cujo estado é de indeterminação. No Bio-sistema-1 que compõe o Sujeito, há um sub-sistema nos processos sinápticos cerebrais que funciona em indeterminação quântica. No Sistema-2 que compõe o Alvo, há um sub-sistema que apresenta uma indeterminação quântica no movimento da matéria.

Estes eventos incomuns, correspondentes ao sub-sistema do Bio-sistema-1 e o sub-sistema do Sistema-2, podem ser interpretados como sendo um só. Assim, há algo incomum que ocorre tanto no Sujeito como no Alvo, ou um evento incomum entre o cérebro e o objecto. Uma importante distinção para efeito de conceptualização operacional é, determinar o que seja tomado por holograma neural e por holograma correspondente ao meio ambiente.

A correlação entre o Holograma-Neural (HN) e o objecto alvo que é parte do Holograma-Meio-Ambiente (HMA), ocorre pela não-localidade quântica gerada no cérebro. Logo, temos um só holograma com uma frequência fundamental. A Natureza é um Holograma onde semi-hologramas se correlacionam por interacções locais e não-locais. A não-localida é o fundamento para que o mundo "real" exterior exista tal como percebemos.

 

* Sérgio N. Razente
Pesquisador, Observatório Nacional de Fenômenos Paranormais,
Universidade do Minho, Portugal

razente@iep.uminho.pt

** Fernando Silva
Pesquisador, Observatório Nacional de Fenômenos Paranormais,
Universidade do Minho, Portugal

razente@iep.uminho.pt  

 

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