logo  
Página Principal menu separator Psi Basics menu separator Psi Advanced menu separator Psi Plus menu separator Mídia menu separator Inter Psi menu separator Advanced Search menu separator
separator separator separator separator separator
Página Principal arrow Psi Advanced arrow Psi em um experimento com meditação
Principal
Página Principal
Psi Basics
Psi Advanced
Psi Plus
Mídia
Inter Psi
Advanced Search
Busca Avançada
Login





Lost Password?
No account yet? Register
  • Português do Brasil
  • English
  • Spanish  - Español Formal Neutro
Anúncios
Psi em um experimento com meditação PDF Print E-mail
Written by Administrator   
domingo, 03 julho 2005
di Licia, J. C. (1991) Psi em um experimento com meditação. Revista Argentina de Pesquisa Paranormal, 2 (3), ( pp.101-115)

Traduzido do Espanhol por Vitor Moura
( Tambien disponible en Español )

RESUMO

 

Seis sujeitos participaram deste experimento. Realizaram a mesma atividade sob duas condições diferentes: com e sem meditação. A atividade foi tratar de apreender por PES uma matriz composta de 25 quadrados que foram pintados com 5 (cores): amarelo, alvo, celeste, negro e vermelho. A matriz foi encerrada em envelopes. Os sujeitos completaram um questionário descrevendo seu estado físico, emotivo e mental. Os resultados gerais não foram significativos (psi-missing) sob ambas condições, mas individualmente dois sujeitos se saíram bem: MT, cujo psi-missing sob ambas condiciones dá um p = -0136; e MF um psi-missing de p=.0024 em estado de vigília e n.s. em estado de meditação mas a diferença entre ambas condiciones é significativa: p= .0027 (este número foi corrigido através de uma seleção "pós-hoc" oferecendo um resultado de p =.082, .029, .016, ver Tabela 1). O autor considerou importantes os sinais de psi obtidos. Num dos casos há uma correspondência entre o estado depressivo de MT e seu psi-missing. No caso do sujeito MF a presença de sinais de psi é mais evidente: esta sujeita estava ansiosa por demonstrar a eficácia da técnica de meditação empregada e este motivo fez que a sujeita tentasse obter poucos pontos em estado de vigília, culminando com zero ao final da sessão, e desta forma assegurar uma vantagem em favor do estado de meditação.


INTRODUÇÃO

 

Neste experimento, seguiram-se, em parte, as idéias expostas por Osis e Bokert (1971) no relatório da importante investigação que levaram a cabo durante os anos 1967, 1968 e 1969, sobre meditação como estado favorável à PES. A principal diferença consiste em que aqueles trataram que os grupos de sujeitos fossem heterogêneos quanto a religiões e crenças, com o propósito de evitar uma influência predominante nos resultados. Ademais, aos sujeitos se lhes permitiu que fizessem as coisas a sua maneira, isto é, que praticassem o método de meditação que, segundo a experiência pessoal de cada um, era o mais efetivo. Assim num mesmo grupo se usaram técnicas de Yoga, Zen, auto-hipnose, concentração e outras.

 

Como bem o assinalam os mesmos autores, as doutrinas de origem oriental, em que se baseiam algumas destas técnicas, desprezam a aparição de fenômenos parapsicológicos durante as práticas, pois o consideram "subprodutos" da meditação, a qual tem uma finalidade muito mais alta. Portanto, quem se aderir incondicionalmente à doutrina preferirá que psi não apareça. Neste experimento atuou um só grupo de sujeitos, homogêneo, e se utilizou uma mesma técnica de meditação, muito livre, não encasulada em nenhum sistema de crenças, de maneira que não interferia com as próprias dos sujeitos. Também o teste de ESP foi diferente, como se verá.

 

Antes de entrar no detalhe da metodologia empregada, é necessário mencionar duas questões que teve que se resolver previamente. No geral se refere ao teste utilizado. No geral, nestas provas com estados de atenção interior (Dei Liscia, 1980) prefere-se empregar um teste com respostas livres, usando como objetivos quadros, lâminas, desenhos e algumas vezes objetos. É indubitável que se obtém muita maior liberdade de expressão que nos testes chamados de eleição forçada, nos que o sujeito tem que eleger entre um determinado número de objetivos apresentados em ordem aleatória, mas em compensação a avaliação dos resultados é muito mais complicada e problemática. Em alguns casos o mesmo sujeito tem a seu cargo a avaliação, mas quase sempre se empregam juízes independentes (em número variável) que devem qualificar a concordância objetivo-resposta atribuindo-lhe um valor que, em última instância também é forçado, já que devem comparar a resposta com um número limitado de supostos objetivos entre os que se encontra o objetivo verdadeiro.

 

Nem sempre concordam as avaliações entre os juízes, ou entre o sujeito e os juízes. Uma interessante tentativa para objetivizar as avaliações foi proposto por Honorton (1975). Trata-se de uma coleção de 1024 lâminas, cada uma das quais representa uma combinação única de 10 elementos (cor, atividade, figuras, etc.) que possam estar presentes ou ausentes nas lâminas, as quais  se classificam segundo um código binário. No entanto, só teve sucesso relativo, dirigindo-se, as críticas, principalmente, à limitação de objetivos. Kennedy (1979) faz uma análise muito completa dos diferentes problemas que existem, chegando à conclusão que as técnicas de resposta livre podem ser importantes para pesquisar certos aspectos do processo da PES, pelo que se deve prosseguir com elas, mas cuidando de forma extrema a metodologia experimental e estatística. As reflexões que antecedem não pretendem impugnar as muitas e muito boas investigações realizadas com técnicas de resposta livre, senão somente explicar porquê neste caso se preferiu utilizar um teste de eleição forçada. Mais adiante se detalha do que consiste, mas convém aclarar desde já que quando se diz "pintar", não significa que o sujeito cobria todo o quadrado com pintura, pois bastava que, se o preferisse, fizesse somente uma marca em seu interior. Tratava-se de uma tarefa mecânica, feita como distraidamente, que não o removia de sua meditação, mas que poderia ajudar a se aprofundar.

 

A segunda questão que se propôs foi a de optar entre alternar aleatoriamente as condições com e sem meditação ou seguir um ordem invariável. Optou-se pela última, isto é, começar todas as sessões com uma prova sem meditação (condição "A") seguida de outra condição (condição "B") por preferência geral dos sujeitos apesar de que o experimentador lhes explicou o perigo de que se produzisse um efeito de arraste (carring-over). O experimentador tomou a decisão final com o fim de não introduzir alterações nas condições psicológicas dos sujeitos, que tinham constituído um grupo de excelente coesão interna.

 

MÉTODO E PROCEDIMENTO

 

Participaram como sujeitos voluntários seis pessoas (4 mulheres e 2 homens) alunos de um cursinho de parapsicologia que o experimentador tinha acabado de ditar no Instituto Argentino de Parapsicologia (IAP). Realizaram-se duas reuniões prévias com o objetivo de que os participantes se interiorizassem dos detalhes da prova. Numa terceira reunião, a professora L.O. deu aos sujeitos uma palestra sobre a técnica de meditação que ia empregar e fizeram a primeira prática.

 

Dos sujeitos, somente uma (MF) tinha experiência na mesma técnica por ser aluna da professora L.O. de um ano atrás aproximadamente. Com respeito à preparação dos objetivos, pessoas alheias ao experimento os prepararam. Numa matriz de 25 quadrados, dispostos em 5x5 (apêndice No. 1), pintaram cada um dos quadrados com lápis (amarelo, alvo, celeste, negro e vermelho). Começavam sempre da parte superior esquerda, seguindo um ordem aleatório dada pela Tabela A Million Random Digits, de Rand Corporation, à que se entrou atirando 2 dados três vezes, para eleger página, coluna e linha. Cada cor era designada por dois números indistintamente; por exemplo amarelo: 1 ou 6 alvo 2 ou 7, etc. Uma vez pintadas as matrizes (incluindo a cor branca) se os cobria com uma folha de alumínio em ambos os lados e se as introduzia num envelope grande (14x26 cms) o qual se fechava e depois se dobrava pela metade, colando-se em todo seu contorno com um adesivo inviolável. De tal forma, a face pintada da matriz estava coberta por uma folha de alumínio e três folhas de uma folha de papel kraft. Ao envelope fechado se colava na parte exterior e na mesma posição da matriz interior, uma matriz alvo. Os envelopes eram novos, iguais, sem nenhuma marca que pudesse identificá-los. Depois de preparados se misturaram repetidas vezes e se guardaram sob chave.

 

Determinou-se que se fariam ao todo 40 jogos, ou seja 1000 ensaios em cada condição, pelo que se prepararam 90 envelopes para qualquer imprevisto. Em realidade se fizeram 1075 ensaios em cada condição, utilizando-se 86 envelopes. Realizaram-se 9 sessões (uma por semana) desde o 21de agosto até o 23 de outubro de 1979. Somente dois sujeitos assistiram a todas as sessões; os outros o fizeram a 8, 7, 6 e 4.

 

Aqui convém aclarar -antecipando-se a alguma crítica por "corte preferencial" que na última sessão estiveram presentes todos os sujeitos porquanto a seguir da prova se abririam os envelopes. Para completar 1000 ensaios em cada condição só deveriam participar três pessoas, ficando, portanto, outras três sem fazê-lo. Isto supunha uma seleção arbitrária ou por casualidade, que, creio tem mais objetividade do que a decisão tomada de que participem todos chegando assim a um total de 1075 ensaios. Mas, ademais, é importante assinalar que a média nessa última sessão não oferece diferença notável com a média de acertos de todas as sessões, e que ninguém conhecia os resultados obtidos até então.

 

A uma hora determinada se reuniram os sujeitos com o experimentador numa sala isolada do IAP. Depois de uns minutos de conversa informal o experimentador entregava aos sujeitos o formulário de enquete (apêndice 2) a fim de que registrassem mediante um til no classificador correspondente sua apreciação subjetiva de seu estado físico emocional e mental nesse momento e sua opinião a respeito da dificuldade da tarefa e do possível resultado. Uma vez enchidos os formulários o experimentador os retirava e entregava a cada sujeito um envelope preparado como se indica mais acima e uma caixa contendo cinco lápis das cores utilizadas, e saía da sala.Os sujeitos escreviam seus nomes, data e letra "A" (sem meditação) na matriz alvo colada na parte exterior do sobre depois começavam a pintar os quadrados, começando em qualquer lugar e com qualquer cor, o alvo também se pintava com o lápis correspondente. Não se fixou tempo para terminar, quando todos tinham concluído um sujeito avisava ao experimentador quem retirava os envelopes, revisava-os exteriormente e os guardava sob chave. A seguir o experimentador entregava novos formulários de enquete e envelopes aos sujeitos quem deviam realizar a mesma tarefa, com estas diferenças: (1) deviam pôr a letras "B" na matriz alvo; (2) fazer a prática da meditação e no momento que cada um acreditasse oportuno passar à prova de PES, isto é, começar a pintar; (3) terminada a tarefa deviam preencher o formulário enquete mas relembrando as apreciações de seus estados no momento imediato seguinte ao da meditação. O propósito desta disposição era não perturbar o efeito da meditação com uma tarefa que obrigava a certo esforço mental. Na primeira sessão a meditação se fez com a guia da professora L.O. quem, como se disse, uma semana antes tinha instruído teórica e praticamente aos sujeitos. A professora, observando a atuação dos sujeitos na primeira sessão, opinou que já não era necessária sua direção pelo que daqui por diante os sujeitos fizeram a prática de meditação sozinhos.

 

Quando todos falam concluído, um sujeito avisava ao experimentador que retirava os formulários-enquete e os envelopes, revisava-os e guardava com os outros sob chave.

 

RESULTADOS

 

Finalizando o experimento se abriram todos os envelopes em presença dos participantes. Em primeiro lugar se extraíram as matrizes objetivo e se identificaram com o nome do sujeito, a data e a letra que figuravam na matriz exterior do envelope. Depois se passaram ambas a uma planilha e se contaram os acertos. Este trabalho não era feito pelo próprio sujeito senão por outro, e revisado a seguir por um terceiro. O resultado geral não é significativo, tanto na condição "A", como na "B" se obtêm acertos abaixo do esperado por casualidade quase iguais, mas ainda a soma de ambos é significativa. Em compensação, individualmente se observam resultados notáveis nos sujeitos MT e MF. A soma dos psi-missing de MT, nas duas condições dá um resultado significativo (p = .0136).

 

Por sua vez, MF dá um psi-missing na condição "B", mas computando a diferença entre condições se obtém um p =.0027. Como estas cifras surgem de uma seleção pós-hoc deve aplicar-se uma correção (Celeiro, 1979). Praticada esta correção se obtêm as seguintes Pc = .082, .029, .016 (ver Tabela 1). Esta prova se presta para outra análise pós-hoc de aproximação ao objetivo mediante o método que recomenda Cadoret (1955). Não se fez por falta de tempo. Não se observa correlação entre os acertos e a apreciação subjetiva de seus estados físicos, emocional e mental e a predição de resultados feitos pelos próprios sujeitos. Em todas as escalas as cifras totais das condições "A" e "B" são surpreendentemente parecidas (ver Tabelas 2 e 3) 1.

 

DISCUSSÃO

 

Conquanto neste experimentos não se obtiveram resultados diretos significativos, pôs-se de manifesto fortes e interessantes sinais de psi (Rhine, 1974, 1975). A sujeita MT durante o tempo todo do experimento esteve angustiada por um grave problema familiar, do que todos tínhamos conhecimento. Esta situação se reflete claramente no formulário-enquete, que apresenta as cifras mais altas do grupo nas escalas E e M. Seu entusiasmo pelo experimento era tão grande que não faltou a nenhuma sessão, apesar de seu problema, mas seus acertos nas condições estiveram abaixo do esperado pelo acaso.

 

Mais notável ainda foi o resultado de outra sujeita, MF, que era a única do grupo com experiência anterior na técnica de meditação que se utilizou. Seus tils no formulário-enquete mostram que a prática na sessão modifica favoravelmente seus estados físico, emocional e mental. É a única que confirma a hipótese prévia que os resultados na condição "B" seriam melhores que os da condição "A" de forma significativa. No quadro No. 1 pode observar-se como os acertos por sessão sempre foram maiores na condição "B", até chegar à última sessão em que não obtém nenhum acerto em "A". A consistência da inclinação de B arroja um p =.008 e Pc=.05. Há outra característica insólita nesta sujeita. Nos quadros N.2 e No.3 se pode observar que não teve nenhum acerto com a cor branca e na condição "A" e somente 4 na condição "B", em ambas condições a cor branca foi a menos eleita, mostrando em mudança, certa preferência pela cor vermelha, que não chega a ser significativa. Este é um aspecto tão só tangencial ao experimento mas que dá pé para outro estudo que se levasse a cabo caso se consiga a colaboração da sujeita.

 

Fatores psicológicos, bem detectados, influíram nos resultados das sujeitas MT e MF. No último caso aparecem claramente sinais de psi, porquanto somente psi, ou melhor dito, por um singular funcionamento de psi se pode explicar o efeito conseguido: MF, aluna da professora de meditação e convicta da existência de fenômenos parapsicológicos, anseia demonstrar a eficácia da técnica que utiliza. É motivação faz que o inconsciente trate de obter poucos acertos condição "A", culminando com um objetivo na última sessão, como para assegurar a vantagem a favor de "B".

 

REFERENCIAS

 

Cadoret, R.J. (1955). The reliable application of ESP. Journal of Parapsychology, 19, 4, pp.203-227.

 

Di Liscia, J.L. (1980). De estados alterados de conciencia a estados de atención interna. Actas de las Primeras Jornadas Argentinas de Parapsicologia. Buenos Aires, 3-5 Abril, pp. 15-20.

 

Honorton, Ch. (1975). Objetive determination of information rate in psi tasks with pictorial stimuli. Journal of the American Society for Psychical Research, 69, 4, pp. 342-360.-

 

APENDICE I

Nome:

 

Data:

 

Condições:

 

 

 

 

 

 

F- Escala Física

 

1. Muito bem. Muita energia.

2. Agradável sensação de bem-estar.

3. Descansado. Sem moléstias.

4. Cansado.

5. Exausto.

6.

 

E- Escala Emocional

 

1. Feliz e contente de forma incomum.

2. Moderadamente feliz e contente.

3. Calmo. Sem emoções extraordinárias.

4. Moderadamente descontente.

5. Triste e deprimido.

6. Excitado e nervoso.

7.

 

M- Escala Mental

 

1. Mais alerta e com mais idéias que usualmente

2. No nível de eficiência usual

3. Menos alerta do que usualmente

4. Incapaz de concentrar-se. Obtuso.

5.

 

G- Escala Geral

 

1. A tarefa me parece fácil

2. A tarefa me parece difícil

3. Creio que obterei um bom resultado

4. Creio que não obterei um bom resultado

 

NOTAS

 

* Relatório originalmente apresentado nas Primeiras Jornadas Argentinas de Parapsicologia, Buenos Aires, 3-5 de Abril 1980. Publicado na Revista Argentina de Psicologia Paranormal, Vol.2, Não.3, Julio 1991, pp.101-115.-

Last Updated ( domingo, 03 julho 2005 )
 
Next >
right separator
Este Website é uma realização do Inter Psi e é mantido por Leonardo Stern e Wellington Zangari
© 2008 Pesquisa Psi
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.
designed by allmambo.com