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Crítica
A Parapsicologia ainda não tem um experimento “replicável”.
Resposta
Muitas pessoas, quando falam sobre um experimento psi “replicável”, geralmente têm em mente um experimento como aqueles realizados em aulas elementares de Física para demonstrar a aceleração da gravidade ou reações químicas simples. Em tais experimentos, em que há relativamente poucas variáveis que, além da baixa quantidade são bem conhecidas e controláveis, os experimentos podem ser realizados por praticamente qualquer pessoa, em qualquer momento, e irão funcionar. Porém, é inadequado insistir nesse grau de replicação no caso da Parapsicologia como o é para a maior parte dos experimentos das Ciências Sociais ou Ciências do Comportamento. Os experimentos psi geralmente envolvem muitas variáveis, algumas das quais mal são conhecidas e muito difíceis ou impossíveis de serem diretamente controladas. Nestas circunstâncias, os cientistas fazem uso de argumentos estatísticos para demonstrar a “replicabilidade”, ao invés da visão comum, porém restrita, de que “se psi existe, eu deveria ser capaz de utilizá-la quando eu quisesse”. Na hipótese de psi não existir, deveríamos esperar que cerca de 5% dos experimentos psi bem conduzidos apresentassem bons resultados (ou seja, estatisticamente significativos), pelo puro acaso.
Mas suponhamos que em uma série de 100 experimentos psi genuínos nós observássemos, de forma consistente, que 20 foram bem sucedidos. É extremamente improvável que isto ocorra pelo mero acaso, o que sugere que psi esteve presente em alguns desses estudos. Entretanto, isto também significa que em qualquer experimento há 80% de chance de “fracasso”. Assim, se um crítico planeja um experimento sobre psi para verificar se o fenômeno é “real” e o experimento falha, obviamente é incorreto alegar, tendo como base um único experimento, que psi não é real porque não é “replicável”. Um método amplamente aceito para avaliar a “replicabilidade” em experimentos é chamado de meta-análise. Essa técnica quantitativa é massissamente utilizada em ciências médicas, comportamentais e sociais para integrar os resultados de numerosos experimentos independentes. Iniciada em 1985, a meta-análise tem sido aplicada a numerosos tipos de experimentos. Em muitos desses estudos, os resultados indicam que os dados obtidos pelos experimentos não foram devidos ao acaso, a falhas metodológicas, a prática de relatórios seletivos, a quaisquer outras explicações “normais” plausíveis. O que permanece é psi e, em vários domínios experimentais, psi tem sido replicada por investigadores independentes.
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