Orientação e aconselhamento parapsicológico

 


O casal Rhine: Pioneiros da parapsicologia moderna, que em nada tem a ver com cursos pseudo-científicos que empregam o termo "parapsicologia".

 

Existem muitos cursos oferecidos no Brasil que propõem "orientação e aconselhamento parapsicológico", porém nenhum deles possui base científica.

O Dr. Wellington Zangari, da Interpsi, explica:

"1. Os termos "orientação" e "aconselhamento" parecem-me inadequados, posto que remetem, no imaginário e na representação popular, a alguma espécie de "tratamento" ou "clínica" de tipo parapsicológico, coisa inexistente.

2. O trabalho realizado em OAP não é outro que pedagógico. Assim, prefiriria um termo mais propriamente indicativa dessa função, como "Informação em Parapsicologia", evitando o forçoso entendimento (equivocado) da existência de uma orientação parapsicológica nos moldes da existente orientação psicológica;

3. O trabalho de OAP por alguém sem formação em Psicologia/Psiquiatria ou sem que exista o acompanhamento de profissionais dessas áreas é temeroso: sem um diagnóstico preciso é impossível saber se a pessoa "acompanhada" deve ou não receber indicação de tratamento psicológico/psiquiátrico/neurológico...;

4. Sem o diagnóstico diferencial é possível que pessoas com problemas psicológicos/psiquiátricos/neurológicos... recebam as informações de um parapsicólogo como bastante adequadas ao seu possível delírio. Afinal, o parapsicólogo poderá estar dizendo que "essas experiências" são registradas em todos os tempos e povos e que, portanto, ninguém precisa se preocupar com elas. O risco para a saúde mental do "acompanhado", portanto, é claro;


5. Parapsicólogos sem formação em Psicologia/Psiquiatria, não estão em condições de produzir diagnósticos diferenciais e, portanto, não podemfazê-lo;

6. Para reduzir os riscos potenciais, minha sugstão é que o trabalho de "Informação em Parapsicologia" nunca seja realizado em sessões individuais e sempre realizado em forma de cursos e conferências, de modo a informar sem que seja caracterizado o aspecto de sessão terapêutica;
 
7. A palavra "terapia" vem do grego, "therapeía" e significa "cura". Ainda que uma "cura" possa ocorrer em variados procedimentos humanos e técnicos, essa não deve ser a tarefa o objetivo do parapsicólogo, cuja missão é, no caso específico, a de "apenas" informar;

8. Vejo muitas vezes a tentação de se criar um ganha-pão aos parapsicólogos, posto que essa "profissão" não tem conseguido operacionalizar nada de prático para a vida das pessoas. A tentação mais imediata é a possibilidade de se ganhar dinheiro com AOP. Por vezes esse tipo de atividade se traveste de informativa, quando na verdade visa ser efetivamente terapêutica. Não raro, seus praticantes fazem uso inclusive de técnicas pseudocientíficas ou de validade científica duvidosa, com o são as técnicas baseadas na
Programação Neurolingüística. Não serei eu a discutir sobre a validade de algo que a Psicologia ainda não validou, se é que validará algum dia. Aliás, não se pode, sob o nome de AOP, abrigar técnicas terapêuticas, sejam elas validadas ou não cientificamente, uma vez que o objetivo não deve ser terapêutico, mas informativo, ainda considerando (uma vez mais) que "cura" pode ser obtida mesmo em situações não terapêuticas. "

 

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Linha Cética:

Analisando alegações paranormais e sobrenaturais, dentro de uma linha científica e cética.

Por Aurélio Moraes

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