Desocupados inventam moeda espacial
da Ansa, em Londres
Uma "moeda espacial", a QUID ("Quasi Universal Intergalactic Denomination"), foi criada no Reino Unido com o objetivo de que no futuro possam ser realizadas com ela compras no espaço.
A moeda foi criada pela empresa de câmbio Travelex e realizada pelo National Space Centre e a Universidade de Leicester. Ela consiste de uma série de discos circulares que reproduzem o sistema solar.
A idéia é que cada vez mais pessoas irão viajar ao espaço e em um futuro não muito distante haverá uma comunidade humana permanente sobre a Lua. Fabricado com o mesmo material que se usa nas panelas antiaderentes, a QUID resiste às condições do espaço.
"Nenhuma das formas de pagamento já existentes poderia ser usada no espaço: as moedas são muito cortantes e poderiam por em perigo os astronautas, as tecnologias com chip e pin dos cartões não funcionariam pela distância até a Terra, e finalmente a tarja magnética dos cartões de crédito seriam danificados de forma irreversível pelas radiações cósmicas", explicou o professor Geroge Fraser, da Universidade de Leicester.
Assim como todas as moedas, QUID tem diversas cores, medidas e valores, que até o momento vão de Q1 (cerca de R$ 25) a Q10. Cada moeda terá um código único, como o de série dos bilhetes, para evitar falsificações.
Leitura biométrica e cartões com chips são melhores soluções
Na reportagem é dito que cartões de tarja magnética podem ser danificados com a radiação cósmica. Tudo bem, mas E OS CHIPS? Cartões de chips podem ser usados sem problemas. Se falar que não, e os microchips que integram os componentes eletrônicos das naves espaciais?
Outro problema: O peso das moedas! Tudo o que é transportado pelo Espaço tem um custo muito alto, além de ser pouco prático ficar carregando coisas pelo espaço. Mesmo no futuro, quando as viagens espaciais forem baratas e corriqueiras, quanto menos coisa para ficar levando melhor. Por isso um cartão com chip carregando créditos monetários é uma das melhores opções. Também podem utilizar a leitura biométrica, tecnologia extremamente eficaz.
Situação hipotética:
Você está no bar da base permanente lunar e quer tomar uma cervejinha. Dirige-se ao caixa e uma câmera que faz reconhecimento da íris passa um feixe de laser rapidamente por um dos seu olhos. O computador te reconhece e debita da sua conta o valor da cerveja.

Aparelho que reconhece a íris
Bem mais simples, não?
Outra tecnologia interessante, que pode ser facilmente utilizada no espaço:
"Bradesco lança caixa eletrônico que lê veias da mão
- O futuro não está tão distante assim. Pelo menos para os correntistas do Bradesco, que agora poderão sacar dinheiro ou fazer depósitos e outras transações financeiras em caixas eletrônicos com um dispositivo que lê a interligação dos vasos sangüíneos da palma da mão do cliente. Anunciada em junho pelo Bradesco, só agora a tecnologia PalmSecure, desenvolvida pela empresa japonesa Fujitsu, começa a entrar em operação. Inédita no país, a tecnologia já está em uso em vários bancos do Japão e oferece facilidade de uso em relação a outras soluções de leitura biométrica, como a impressão digital e a íris."
Podem criar uma unidade monetária nova, mas não precisa ser dinheiro físico..que coisa mais atrasada!
Essa gente não viu "Jornada nas Estrelas" não?
Acho que o pessoal da Enterprise não aprovaria esta idéia..
Aliás, dinheiro espacial deve ser coisa do Papa Espacial...
Outra matéria interessante sobre leitura biométrica em bancos
No fórum “Religião é veneno”, linkaram este post do blog e fizeram alguns comentários.
Vou comentá-los:
“Problema: para o computador reconhecer o camarada (seja com chip ou por leitura óptica ou pelas veias da mão) teriamos que ter um banco de dados para o computador poder consultar e reconhecer os clientes.
Um banco de dados centralizado na Terra ficaria totalmente inviável, devido a distância.
Poderiamos usar banco de dados distribuidos, ou seja, ter um banco de dados na Terra e outros com os mesmos dados em todas as estações espaciais (na Lua, etc.), mas o problema seria a atualização de todos os bancos. O transporte das informações seria complicado.”
COMENTÁRIOS MEUS:Uma estação especial poderá ter um banco de dados com informações (incluindo créditos financeiros) de todos os que estiverem lá. A atualização dos bancos pode ser feita entre a Terra, colônias em planetas hipotéticas e em estações espaciais através de Satélites, mais ou menos como os dados são enviados da Terra para naves-robôs, por exemplo.
— Aurelio 14 Novembro 2007, 16:04 #
“Só pra esclarecer… os chips usados em naves, etc, etc, etc, contam com a blindagem da nave contra micropartículas de poeira viajando à velocidade de escape enquanto boiam placidamente no espaço das redondezas de um planeta… Nessas mesmas regiões, devido à força gravitacional exercida sobre qualquer objeto, qualquer corpo estacionário em relação aos objetos circundantes vira um alvo em potencial a ser “dardejado” sem piedade…”
COMENTÁRIOS MEUS:
Os cartões com chips podem ser fornecidos DENTRO da estação espacial, protegida com blindagem contra estas micropartículas e radiação.
Não há porque expôr o cartão ao ambiente externo da Estação espacial, de uma nave ou de fora da colônia espacial.
Acho que ninguém vai colocar um traje espacial e sair abanando o cartão no espaço… E a idéia de utilizar moedas no espaço é pouco viável (principalmente pelo problema do peso de uma carga a mais), além do que os inventores estão pensando provavelmente mais em marketing do que em praticidade. Será que eles acham que a NASA, A Agência espacial européia ou qualquer um que crie um empreendimento comercial no espaço vai adotar esta idéia apenas porque os inventores querem? Como falei e repito, utilizar dinheiro físico no espaço soa ser um retrocesso. Alguém consegue imaginar colônias espaciais daqui a 100, 200, 300 anos e as pessoas utilizando moedinhas que parecem brinquedos? Os inventores dessas moedas, do Reino Unido , parece que querem entrar para o Hall das idéias sem-sentido para o espaço, que nem o cara que se proclamou dono do Sistema solar e vende planetas, luas e asteróides através de um site.
— Aurelio 14 Novembro 2007, 16:08 #