Biblioteca procura livros não devolvidos e novos leitores

Escrevi esta matéria para o jornal da minha faculadde de jornalismo. Ela  trás curiosidades sobre uma valiosa fonte de conhecimento: A Biblioteca (no caso a Biblioteca Pública Cassiano Ricardo, daqui de São José dos Campos.)

 

 

Biblioteca procura livros não devolvidos e novos leitores
Aurelio Moraes

 
Foto: Aurelio Moraes

 

São 10 horas da manhã e a estudante Natália Magalhães, de 14 anos, já está debruçada sobre diversos livros, em uma das mesas de leitura da Biblioteca Cassiano Ricardo. “Tenho que fazer uma pesquisa sobre Geografia, e ao contrário da maioria dos meus amigos de classe, prefiro recorrer mais aos livros do que à internet”, diz Natália, enquanto observa a pilha de 10 livros sobre o tema que ela ainda vai ler.

 

Apesar de ser um serviço público disponível, apenas 500 pessoas dos 600 mil habitantes de São José procuram a biblioteca, e o que é pior: alguns livros estão desaparecendo.

A Biblioteca Cassiano Ricardo foi criada oficialmente em 20 de outubro de 1968. Passou por várias reformas e endereços e, atualmente, encontra-se na Rua XV de Novembro, 99, no Centro de São José.

Segundo Marcelo de Oliveira, funcionário da biblioteca há 12 anos, cerca de 500 pessoas passam no local por mês, onde têm a sua disposição aproximadamente 80 mil livros. Segundo ele, o extravio de livros é um problema que vem se agravando. “Temos cerca de 38 mil usuários cadastrados, mas mesmo assim infelizmente alguns não trazem os livros de volta. Nos últimos três anos, aproximadamente 500 livros deixaram de ser devolvidos. Quando o livro é extremamente raro, primeiro mandamos uma carta registrada, requisitando a devolução. Se mesmo assim a questão não se resolve,  vamos na casa da pessoa tentar reaver o exemplar. É uma pena, já que o acervo da biblioteca é um patrimônio público precioso”.


De acordo com o agente, os livros mais procurados são os didáticos e os de romance, e os menos requisitados são os religiosos. Marcelo conta alguns casos curiosos, como pessoas que esquecem óculos na biblioteca ou devolvem livros com cédulas de dinheiro, que são usadas como marca-página. “ Por isso os funcionários são recomendados à folhearem os livros quando eles são devolvidos, até para verificar o seu estado na devolução”, diz Marcelo, explicando que ninguém na biblioteca nunca ficou com o dinheiro encontrado entre as páginas de um livro.

 


Além de emprestar livros, a biblioteca tem outras atividades, como a “Semana literária", sempre na última semana do mês. Nela, escritores da região são convidados e há debates com professores de literatura. Também está disponível para os munícipes um curso de braile, acesso gratuito à internet, exposições literárias, jornais diários e revistas semanais.

 

 

O freqüentador da biblioteca Paulo Azevedo, de 20 anos, é um caso raro: nunca pegou um só livro na biblioteca. “Eu venho só para acessar a internet e fazer pesquisas nela. Não gosto de livros.” Ao ouvir suas declarações, a estudante Márcia Pereira, outra freqüentadora, recomendou que ele mudasse o seu hábito.  “Acho muito esquisito vir aqui e nunca pegar um só livro. Acho que ele devia mudar este costume”. Márcia ganhou a discussão.

Enquanto saia da biblioteca, Paulo carregava dois livros. Sinal de que é necessária apenas vontade de aprender e descobrir coisas novas para entrar no mundo da literatura.

 

 

 

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Linha Cética:

Analisando alegações paranormais e sobrenaturais, dentro de uma linha científica e cética.

Por Aurélio Moraes

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