Pesquisas com células-tronco embrionárias

Blastocisto, utilizado nas pesquisas com células-tronco embrionárias. Dá para comparar isto com um ser humano formado, em uma cadeira de rodas?
Uma boa notícia no "Estado de São Paulo" de hoje:
Uso de embrião deve ser confirmado
Ministros do Supremo Tribunal Federal dizem que proibir pesquisa com célula-tronco embrionária seria retrocesso
Mariângela Gallucci e Lígia Formenti
O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá dar o aval para que a comunidade científica brasileira utilize células-tronco de embriões humanos congelados há mais de três anos para pesquisar tratamentos de paraplegias e doenças genéticas graves.
O STF tomará uma decisão sobre essas pesquisas com embriões durante o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) movida pelo ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles contra o uso dos embriões, que está previsto na Lei de Biossegurança.
O julgamento está previsto para junho. Na ocasião, a maioria dos ministros não deverá aceitar a tese de que os embriões não podem ser usados porque a vida começa a partir da concepção.
Os entusiastas da pesquisas costumam afirmar que não há destino mais nobre para um embrião congelado do que ajudar na descoberta de terapias e curas de doenças graves. Ministros do Supremo ouvidos pela reportagem do Estado afirmam que proibir essas pesquisas seria um retrocesso. Eles avaliam que o STF deverá garantir o uso dos embriões nas pesquisas.
Ontem, o relator da ação no STF, ministro Carlos Ayres Britto, promoveu uma audiência pública no tribunal com o objetivo de ouvir todas as partes envolvidas na discussão. Evento inédito no tribunal, a audiência pública não despertou a atenção de grande parte dos colegas de Ayres Britto. Além dele, passaram pela audiência a presidente do Supremo, Ellen Gracie, o vice, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa.
Vinte e duas pessoas indicadas pela comunidade científica e pela Procuradoria-Geral da República fizeram explanações sobre o uso de células-tronco embrionárias. Doze se posicionaram a favor dos estudos; dez se disseram contra. Tema que desperta discussões em vários setores, o debate sobre o uso dos embriões nas pesquisas levou ao STF até mesmo o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo nomeado de São Paulo, d. Odilo Scherer.
ESTUDOS PROMISSORES
Os cientistas favoráveis ao uso das células-tronco explicaram que essa modalidade de pesquisa pode ajudar no tratamento e até garantir a cura de doenças graves, como distrofia muscular, mal de Parkinson, diabete e problemas de locomoção causados pela lesão da medula espinal. Os pesquisadores afirmam que terapias com células-tronco embrionárias são mais promissoras do que as com células adultas, retiradas do próprio paciente. Isso se deve à maior capacidade das células embrionárias de se “transformar” em células desejadas pelos pesquisadores.
“Transplantes de células-tronco são só para casos de medula óssea e um número limitado de doenças”, afirmou a pesquisadora Lygia Pereira, da USP. Lygia foi a primeira pesquisadora a trabalhar com células-tronco embrionárias no País, importadas dos EUA.
Comentários:
Resultados com células-tronco embrionárias só surgirão se as pesquisas continuarem. É absurdo comparar um amontoado de células com alguém que está em uma cadeira de rodas, que em um futuro próximo pode se beneficiar destas pesquisas.
gostaria de saber mais um poko sobre celulas tronco embrionarias. obrigada
Pois não: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/biologia/bio10c.htm— kiki 6 Março 2008, 16:40 #