O fantasma do Louvre

Na foto:
Um casal de férias em Paris, em frente a pirâmide do Museu do Louvre. Circulado em vermelho, um suposto fantasma. A direita, o “fantasma” ampliado.
A dona desta Foto, uma moça chamada Fernanda, ficou muito assustada. De férias com o namorado em Paris, após ver este suposto fantasma ficou com medo do acontecido. Realmente achou que havia algo inexplicável nesta foto. Um amigo dela também se impressionou e perguntou o que eu achava.
Ora, muito simples.

Se trata de alguém caminhando em velocidade diferente dos demais que estão ali parados, e a câmera distorceu a imagem do homem.
O homem está na periferia da foto e ele não estava sendo focalizado diretamente. Os demais estão parados.
A velocidade dele caminhando foi suficiente pra distorcer a imagem dele e a câmera não o captou convenientemente.

Esse efeito de computador (emboss) realça o volume da foto, mostrando e captando o volume do corpo.
Veja que ali há contornos para pernas, pés, e um corpo com volume ali .
A imagem do homem realmente foi distorcida por causa da velocidade em que ele estava. Problema de foco e da velocidade da câmera. A velocidade nem precisa ser tão grande quanto o efeito parece sugerir, com um tempo de exposição maior até movimentos mais lentos podem causar esse efeito, o que importa é que o objeto se desloque enquanto o obturador estiver aberto.
Na foto que foi tirada depois da primeira, a dona alega que não há fantasmas, como se fosse um argumento a favor da existência de um fantasmas real na primeira.
Mas espere… quem disse que não há fantasma na segunda foto? Reparem dentro do círculo:

Novamente, o mesmo tipo de “fantasma”, porém mais distante e com um efeito levemente diferente.
A câmera estava no modo automático.Nesse modo ela usa um algoritmo chamado weighted center average.
Nesse algoritmo, para mensurar a abertura e a exposição ele dá um “peso” maior a iluminação lida no centro da imagem do que nas bordas, então a camera sabidamente regulou a exposição de modo que as pessoas tivessem a exposição correta. Como a abertura eh limitada a câmera aumenta o tempo de exposição, que pelo ambiente lusco-fusco bem iluminado da cena deve ter ficado em torno de 1/30 ou 1/15, mais que o suficiente para fazer os fantasmas que são notados na foto.
Vejam um efeito parecido:

Um fantasma passa entre um indivíduo e um assento em primeiro plano.

Neste exemplo foi colocado um tempo maior do obturador da câmera e pedido que o rapaz se mexesse.
E assim conseguimos prodigiosos fantasmas fotografados.
Com colaboração do técnico em informática Marcelo Cosentino.
Sobre o tema, recomendo dois links:
Fotografias de fantasmas: Como fazer
Supostas fotografias de “fantasmas” comentadas
Comentários
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Seria interessante utilizar esta mesma estrutura para comentar algumas supostas fotos obtidas em "experimentos" de transcomunicação instrumental (TCI).
Parabéns
— 24 Setembro 2005, 17:09 #