Superstições do Brasil: "Olho-de-boi"


Sementes de "Olho-de-boi"

 

Algumas pessoas da minha família têm uma superstição muito curiosa.
Colocam em um copo d´água na sala uma semente da planta "olho-de-boi" (nome científico: Dicloea Violacea). Acreditam que esta semente absorve "energias negativas" de pessoas que passam pela casa e deixam "maus-olhados".

Obviamente, isto não tem nenhum embasamento científico. Apear de existir a possibilidade da telepatia, acreditar que uma semente na água absorve "pensamentos negativos" não passa de uma crendice.
Segundo esta supertição, quando a semente fica cheia de "más energias", ela estoura.

De fato depois de algum tempo a semente se desfaz, mas não é por causa de "más energias". Por ser muito permeável, ao ficar cheia d´água ela acaba inchando e estoura, em uma peculiar condição dela.

Quem quiser pode fazer um experimento muito simples:

Compre em uma semente dessas , que é muito fácil de encontrar em barracas de ervas em feiras-livres. Coloque em um copo dágua e depois coloque em um armário ou qualquer lugar isolado de sua casa.

Depois de cerca de duas semanas ou mais, verifique se a semente estourou. Pode levar algum tempo, dependendo da quantidade de água no copo..mas ela vai estourar.

 

Resumindo, acreditar que a semente estoura por causa de "pensamentos negativos" não passa de crença e pensamento mágico, ou seja, a mesma crença que faz as pessoas acreditarem que carregar amuletos ou "medalhas abençoadas de santos" podem protegê-las.

 

É engraçado ver este tipo de supertição ainda ter espaço em pleno século XXI, mesmo com tantos avanços científicos.

 

 

 

Comentários

  1. Opa, tudo bom Aurélio Moraes? Estava procurando algo sobre a semente olho-de-boi e cai no teu site. Adorei. Vou usar um link do teu texto como referência a um outro que estou escrevendo. Parabéns!

    Resposta: Valeu!
    douglas a. waechter dos santos    2 Maio 2008, 00:51    #







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Linha Cética:

Analisando alegações paranormais e sobrenaturais, dentro de uma linha científica e cética.

Por Aurélio Moraes

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