O aporte

Teoria do Aporte: Pseudo-ciência tentando explicar coisas como um suposto fenômeno semelhante ao teletransporte da série "Jornada nas Estrelas".
O Padre Quevedo costuma afirmar que objetos podem se desmaterializar e se "rematerializarem" em uma distância de 50 metros, no máximo. Ele usa isso para explicar o fato de agulhas aparecerem dentro de pessoas. Primeiramente, Quevedo ignora o fato de que doentes mentais engolem objetos. Ainda segundo Quevedo, inconscientemente as pessoas realizariam o fenômeno do "aporte".
A teoria do aporte de Quevedo não possui embasamento físico ou biológico algum.
Um aluno do Clap tentou teorizar sobre a física do suposto fenômeno do aporte, em um fórum que freqüento. Nelson Magrini, físico, refutou esta teoria.
Segue entre aspas e em itálico a alegação do "clapiano" e logo após, a refutação:
"A extensão dos corpos (macroscópios, visíveis) é devida a velocidade em movimento circulatório das partículas que os constituem (em função de três variáveis: massa, energia e vetor velocidade) "
De fato, não. Essa visão do átomo como “mini sistema solar” é totalmente desatualizada e sem sentido, sendo o átomo convenientemente explicado apenas com uma visão Quântica. Em última análise, a “extensão dos corpos” se deveria a CAMPOS e suas interações, o que nada tem a ver com velocidade das partículas.
" É pela maior ou menor velocidade das suas partículas que os objetos são mais ou menos extensos e que nos dão a ilusão de continuidade."
Isto não tem o menor sentido em Física.
"Mas os corpos, na realidade profunda, são como redes de partículas microscópicas (massa-energia).
A massa (quantidade de matéria, coeficiente de inércia) é mínima em relação à energia e velocidade. "
A observação 5, relativa à MASSA, não tem sentido. Há inclusive a confusão dos conceitos de MASSA e MATÉRIA.
Segue um texto bastante explicativo a respeito:
http://www.ufsm.br/gef/MasEne.htm
"Ora, todo corpo é permeável para qualquer forma de energia e velocidade superiores à sua. Por exemplo, o magnetismo: a energia radiante do campo eletro magnético atravessa qualquer campo porque tem a velocidade da luz (300.000 km/s) que é superior à velocidade molecular (27.000 km/s) dos corpos atravessados. "
Isso é um absurdo completo, para falar o mínimo!! Se radiação eletromagnética conseguisse atravessar “corpos materiais” porque se deslocam à velocidade da luz, como conseguimos enxergar as coisas à nossa volta? Ou seja, pelo texto, qualquer coisa que se desloque com velocidade acima de 27.000 km/s atravessaria os corpos materiais, portanto, como a luz se desloca muito acima disso, pouco importando aqui o meio no qual se desloca, tudo deveria ser invisível, já que a luz não refletiria e consequentemente, não conseguiríamos ver os objetos!!
Com essa “teoria” como se explica que os corpos refletem a luz visível, que se desloca a 300.000 km/s, e não os Raios X, que também se deslocam à mesma velocidade?
A “penatrabilidade” da radiação é função de sua freqüência; qualquer livro primário de Física mostra isso.
Aproveitando: o que significa “à velocidade molecular (27.000 km/s) dos corpos”? Quer dizer que as moléculas, por exemplo, do meu corpo se deslocam a 27.000 Km/s???? Se deslocam onde? Vão para onde? Afinal, em praticamente 13 segundos elas alcançam a Lua; com um pouco mais de uma hora e meia, já chegaram ao Sol!!
"Mais ainda, a própria massa dos corpos em movimento varia com a velocidade, segundo um dos teoremas da teoria da relatividade de Einstein.
8) Também está demonstrado por experiência de laboratório (desintegração de átomos, etc) que a massa pode se transformar em energia. "
O link postado acima esclarece estes “equívocos populares”.
"Se a velocidade de um obnjeto supera a velocidade molecular, então esseobjeto desintegra-se, porque vence a força de atração das partículas que o constituem."
Quer dizer que, se acelerarmos um corpo apenas à 27.000 km/s, isso é suficiente para romper as ligações Elétrons / Núcleo? E pelo visto, mais que isso; vamos romper as ligações nucleares!!! E que dizer da força inter-quarks? Já que o corpo se “desintegra”, devem-se romper as ligações entre os Quarks, também!!
Nem ficção-científica de quinta categoria conseguiria imaginar algo assim!!
Quer dizer que, quando se acelera PRÓTONS em Aceleradores Lineares, basta se superar 27.000 km/s e teremos Quarks livres??????!!!!!!!!!!!
Curioso que os Prótons são acelerados a 99% da velocidade da luz, aproximadamente! Mas provavelmente, os Físicos estão enganados..
Quevedo ainda afirma que existe um limite de 50 metros para que o fenômeno do aporte aconteça, através da suposta "telergia".
Refuta o Dr. Wellington Zangari:
"A "telergia" é apenas uma possibilidade interpretativa para a "ação da mente sobre a matéria". Se soubéssemos como essa ação sé dá, ganharíamos o Prêmio Nobel... e não estou sendo irônico! Teoria: esse é o problema em PP. Ao considerar a telergia, há que se avaliar as suas bases empíricas/dados. Assim, quem propõe tal interpretação tem que demonstrar sua validade apresentando estudos que se valham de metodologia científica aceita; resultados que sejam suficientes para a criação e manutenção dessa interpretação; replicação dos estudos por terceiros; publicações idôneas em que tais estudos/dados tenham sido publicados... A comunidade psi internacional não aceita a telergia/ou outra "substância física qualquer" para explicar a "ação da mente sobre a matéria" pela carência/insuficiência/falha... nos dados apresentados.
Isso não significa dizer que a "telergia" não exista: apenas que não se considera que hajam evidências para sua existência. Atualmente, também não se aceita facilmente a teoria de Rhine (da não-fisicalidade de PK) por se considerar que nossa compreensão do mundo físico tem se tornado extremamente complexa e que os limites entre o chamao "mundo físico" e o "mundo "não-físico" é meramente pedagógico e talvez inadequado. Depois da Física Relativista e da Mecânica Quântica, há verdadeiro reconhecimento de necessidade de humildade e de ponderação a respeito desses temas. Quevedo se vale de estudos realizados no final do século XIX e começo do século XX. A metodologia empregada à época atualmente não seria considerada adequada. Um exemplo claro disso pode ser visto nos estudos de Crookes. Recentemente (2004) foi publicado o livro "Estudando o invisível: William Crookes e a nova força", de Juliana Mesquita. Trata-se do resultado de um estudo de mestrado em História da Ciência. Nele, Juliana apresenta e analisa o trabalho do gênio Crookes em relação aos fenômenos psi e defende a idéia, dentre outras, de que a metodologia empregada não seria compatível com a atualmente aceita. Esse é apenas um exemplo em História da Ciência que apresenta evidências de como podemos ser traídos ao aceitar argumentos de pesquisadores que empregaram métodos que seriam frouxos atualmente, ainda que estivessem na "crista da onda" em sua época. Atualmente, considera-se a necessidade de que a metodologia seja claramente descrita, de modo que seja possível a qualquer pessoa replicá-la. Além disso, as condições do estudo devem ser definidas por antecipação e estar a cargo dos pesquisadores; e para que um estudo seja considerado válido, é necessário que outros colegas realmente repliquem o estudo e que estes (na média) apresentem os mesmos resultados. A avaliação de toda essa complexa "maquinaria" metodológica não parece sustentar a idéia de "telergia". Mas.... há os furos também. Apresentei aqui estudos em que as supostas limitações da "telergia" simplesmente não se aplicam!
Há estudos, como o de Dean Radin e colegas já mencionado, que ocorrem a 10.500 milhas de distância entre o sujeito/pesquisador e o alvo (rng e culturas de células), com resultados significativos e compatíveis nas replicações realizadas. Mesmo no tempo de Rhine houve estudos, , também já mencionados, em que o aumento da distância entre o sujeito/pesquisador e a fonte de lançamento dos dados AUMENTAVA a performance do sujeito,Esses estudos são resumidos no livro Mind Over Matter, de Louisa E. Rhine.
Tendo esses dados em mente... eu diria que a aposta pela aceitação da telergia é, no mínimo, temerária. "
Gostaria de sua opinião sobre a formação de imagens (objetos, pessoas, animais) através de ectoplasma, pois tenho visto diversas fotografias atribuídas à esta “substância”.
Comentários: Como disse no artigo, não existem evidências da existência do "ectoplasma". Lembre-se também que fotografias podem ser facilmente forjadas.grato!
— ANTONIO DIMAS MIGUEL 6 Fevereiro 2008, 12:49 #