Crítica
Os fenômenos psi violam os princípios limitadores da ciência e, portanto, são impossíveis.
Resposta
Há vinte anos, essa crítica era uma réplica mordaz razoável comumente feita às alegações de existência dos fenômenos psi. Hoje, com os avanços em muitas disciplinas científicas, a visão de mundo da ciência está mudando rapidamente e os princípios limitadores básicos estão sendo constantemente redefinidos. Além disso, o substancial conjunto de dados empíricos da Parapsicologia agora apresenta anomalias que simplesmente “vieram para ficar”. Sendo assim, essa crítica não é mais persuasiva e lentamente está desaparecendo. Dada a velocidade das mudanças da ciência atual, atribuir psi ao reino do impossível agora parece imprudente, no melhor dos casos, e tolo, no pior.
Além do mais, este tipo de crítica, constitui-se o que é conhecido como "Falácia do apelo à ignorância", ou seja, consiste em afirmar que algo é falso porque não provaram sua veracidade. Este é um pontos centrais de sustentação da chamada teoria cética.
Ao se deparar com este tipo de afirmativa, deve-se ter em mente que geralmente não se está falando em uma teoria psi em si mas de um conjunto de evidências experimentais que indicam a existência de uma anomalia. E é justamente por se tratar de uma anomalia, não se deve esperar que o fenômeno seja facilmente explicado pelo atual corpo de conhecimentos.
Ao invés de simplesmente ignorar os resultados apresentados, alegando imposssibilidade teórica, o que é um ato de dogmatismo (comum há alguns fanáticos religiosos, mas inesperado para cientistas céticos), o mais adequado é que o protocolo experimental seja examinado em busca de possíveis falhas metodológicas que possibilitem ou facilitem a contaminação dos dados, seja através de fraude ou de fatores não previstos no desenho experimental.
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