ma teoria a respeito de como a psi perceptiva funciona sustenta que os “sinais” psi estão freqüentemente presentes no cérebro, mas é difícil atendê-los conscientemente devido ao ruído da entrada sensorial normal. A técnica ganzfeld (“campo completo”) foi desenvolvida para “silenciar” esse ruído externo, proporcionando um campo sensorial ameno e não padronizado, para mascarar o ruído do mundo externo. Em um experimento ganzfeld típico, o “emissor” e o “receptor” telepáticos são isolados. O receptor é colocado no estado ganzfeld e apresenta-se ao emissor um video-clipe ou uma figura e pede-se que ele envie mentalmente aquela imagem ao receptor.
Pede-se ao receptor que, enquanto ele estiver em ganzfeld, relate continuamente em voz alta todos os seus processos mentais, inclusive imagens, pensamentos e sentimentos. Ao fim do período de emissão, que se estende, geralmente, de 20 a 40 minuto, o receptor é retirado do estado ganzfeld. São, então, mostradas a ele, quatro imagens ou trechos de vídeos, sendo que um deles é o alvo verdadeiro, enquanto que os demais são meras “armadilhas”. O receptor tenta selecionar o verdadeiro alvo, utilizando as percepções experimentadas durante o estado ganzfeld como pistas para descobrir a imagem “enviada” mentalmente. Sem a ocorrência da telepatia, o resultado esperado de acordo com as regras da probabilidade seria de um acerto em quatro tentativas, o que daria uma “taxa de acerto” de 25%. Após a contagem da taxa de acertos de tais experimentos, atualmente totalizando cerca de 700 sessões individuais realizadas por cerca de vinte pesquisadores, no mundo todo, os resultados demonstram que o alvo correto foi selecionado em uma média de 34% das vezes. Tal índice é altamente significativo, sugerindo que a telepatia, pelo menos como é definida operacionalmente neste experimento, existe.
(Mais sobre ganzfeld I) - Texto introdutório ilustrado, produzido pela Koestler Chair of Parapsychology
(Mais sobre ganzfeld II) - Texto introdutório ao tema: “Reduced Sensory Input and Psi: Enter the Ganzfeld”, por Jason Brown, da Franklin Peirce College.
(Mais sobre ganzfeld III) - Texto técnico, “Does psi Exist? Replicable Evidence for an Anomalous Process of Information Transfer”, por Daryl J. Bem e Charles Honorton, publicado em: Psychological Bulletin, 1994, Vol. 115, No. 1, 4-18.
(Posição dos críticos a respeito do experimento psi-ganzfeld I) - “The Best Case for ESP?, por Matt Nisbet
(Posição dos críticos a respeito do experimento psi-ganzfeld II) - “The Evidence for Psychic Functioning: Claims vs. Reality”, por Ray Hyman. Publicado originalmente em: Skeptical Inquirer magazine : March/April 1996.
Novo
1- Nova meta-análise realizada por Richard Wiseman e Julie Milton ("Does Psi Exist? Lack of Replication of an Anomalous Process at Information Transfer," Psychological Bulletin 125(4): 387-391, 1999) inclui estudos não relacionados no artigo de Bem & Honorton de 1994 (ver acima) e questiona resultados favoráveis de psi em experimentos psi-ganzfeld. O artigo original de Wiseman e Milton não está disponível na web. O artigo seguinte apresenta um resumo da pesquisa e do posicionamento dos céticos sobre o referido estudo.
“Research Review: New Analyses Raise Doubts About Replicability of ESP Findings“, por
Scott O. Lilienfeld. Publicado originalmente em: Skeptical Inquirer magazine : November/December 1999
2- Bem, Palmer & Broughton realizam uma atualização meta-analítica, incluindo estudos não considerados na meta-análise de Wiseman e Milton (ver textodisponível acima). Com estes novos estudos, os resultados voltam a ser favoráveis a psi. Bem, D. J., Palmer, J., Broughton, R. S. (Under editorial review). Updating the Ganzfeld Database: A Victim of Its Own Success?
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