Dicas sobre como proceder para desmascarar um alegado paranormal.

Realizar o mesmo truque para mostrar que ele não devia a faculdades paranormais.

A reprodução dos mesmos efeitos supostamente causados por truques de mágica não prova para o público que as alegadas faculdades paranormais também sejam fruto de truques mas é importante para despertar o senso crítico do público e para oferecer uma explicação alternativa plausível para o fenômeno.

Em muitos casos, o mágico que está investigando o alegado paranormal, identifica que este está, efetivamente, utilizando truques de mágica mas, não pode demonstrar suas conclusões sem ameaçar os segredos dos mágicos. Nestes casos, além de repetir o truque realizado pelo alegado paranormal (sem mostrar como é feito), o mágico deve tomar outras providências para melhor evidênciar o truque, como, por exemplo :

Criar condições para que o mágico/paranormal não conseguisse realizar o número.

Isso significa "controlar a situação"! Se o mágico sabe/supõe, por exemplo, que ele usa um "gimmick" (um equipamento qualquer para realizar o efeito), então basta garantir que ele não o use, de modo que não possa produzir o efeito alegadament paranormal!

Então, advirá a "lenga-lenga" de sempre:

"Meus poderes estão em baixa"; "sinto uma energia negativa aqui"... Mas, isso é outra coisa! A questão é que, conhecendo o modus operandi, é possível impedir o uso de qualquer técnica. Assim, no caso de dúvida, é recomendávelobservar, estudar, conversar com outros colegas mágicos... para concluir, com segurança, as técnicas que podem ser usadas e, então, criar as circunstâncias de controle.

A questão é: pela minha de muitos mágicos-pesquisadores, ninguém parece disposto a aceitar tais controles se for realmente um farsante, a não ser que ele acredite que seja fácil tapear o pesquisador!

Mas, nessa segunda possibilidade, apesar de não permitir (dados os controles) que a fraude seja realizada, há uma situação de indefinição! O fato de o sujeito não ter realizado os efeitos alegados não significará que ele não os possa realizar! Ainda que seja dito que ele não pôde fraudar, isso ainda poderia ser polemizado.

Não seria esta opção algo de pouco impacto sobre o telespectador e, por conta disso, talvez não conseguisse convencer o público de que aquilo era um truque ?

É exatamente essa a conclusão!

Para não transgredir a ética dos mágicos e não deixar de apresentar as fraudes realizadas pelo charlatão, há um limite tênue! James Randi, nesse quesito, manda tudo para o espaço! Ele não respeita a ética dos mágicos quando o assunto é expor um charlatão. Ele considera mais benéfico para a população a exposição dos segredos mágicos, do que a manutenção desses por conta da ética profissional.

Por exemplo, ele apresentou um vídeo em que se vê claramente um curandeiro filipino usando uma dedeira para simular a retirada de um tumor ou de um chumaço de algodão que parecia entrar e sair do corpo de um enfermo. Ora, a dedeira é empregada por mágicos para realizarem milhares de efeitos e é considerada um princípio clássico pelos mágicos! Mas Randi não se importa a mínima!

O Inter Psi sustenta que é necessário manter a ética dos mágicos e isto implica certos limites sobre o que pode ser feito. O efeito que se pode causar ao público dependerá muito do impacto dos argumentos utilizado, da maneira como a informação é transmitida, de acordo com uma necessária estratégia a ser pensada em cada ocasião.

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