O aspecto dos fenômenos parapsicológicos que causa mais estranheza e interesse a muitas pessoas é que eles parecem não sofrer as conhecidas limitações de espaço e tempo. Além disso, eles “turvam” a clara distinção que se faz entre a mente e a matéria. Popularmente, os fenômenos parapsicológicos básicos são categorizados da seguinte forma:

Telepatia: Comunicação direta de mente para mente.

Precognição: Também chamada de premonição. Obtenção de informações sobre eventos futuros, em que a informação não possa ter sido inferida através de meios normais. Muitas pessoas relatam sonhos que parecem ser precognitivos.

Clarividência: Algumas vezes chamada de visão à distância; obtenção de informação sobre eventos em localizações distantes, ou seja, além da possibilidade de apreensão sensorial normal.

ESP: Do inglês extra-sensory perception (percepção extra-sensorial); um termo geral que designa a obtenção de informações sobre eventos que se encontram além da possibilidade de percepção sensorial normal. Esse termo inclui a telepatia, a clarividência e a precognição.

Psicocinesia : Também conhecida como PK (do inglês psychokinesis) é a interação mental direta com objetos físicos, animados ou inanimados.

Bio-PK: Interações mentais diretas com sistemas vivos.

Experiência próxima da morte : Também conhecida como NDE (do inglês near-death experiencies) é a experiência relatada por aqueles que reviveram de uma quase-morte. Freqüentemente se refere a uma experiência profunda que abrange sentimentos de paz, experiências fora-do-corpo, visão de luzes e outros fenômenos.

Experiência fora-do-corpo : Também conhecidas como OBE (do inglês out of body experiencies) é a experiência de se sentir separado do corpo, freqüentemente acompanhada por percepções visuais, como se a pessoa estivesse acima do corpo físico.

Reencarnação: Relatos, tipicamente infantis, de aparente lembrança de vidas anteriores.

Assombração: Fenômeno repetitivo que se diz estar associado a uma localização em particular e que inclui aparições, sons, movimentos de objetos e outros efeitos.

Poltergeist: Fenômenos psicocinéticos (PK) de grandes proporções, freqüentemente atribuídos aos espíritos, mas que são compreendidos atualmente como sendo produzidos por pessoas vivas, freqüentemente adolescentes.

Psi: Um termo neutro para designar os fenômenos parapsicológicos. “Psi” e “parapsicológico” também são usados como adjetivos sinônimos.

Nota técnica: Termos básicos

Os termos acima são representativos do uso comum, mas os parapsicólogos geralmente definem o fenômeno psi em termos mais neutros ou termos operacionais. Isto porque, em geral, os rótulos carregam fortes conotações que podem levar a más interpretações.

Por exemplo, pensa-se, geralmente, que a telepatia é um tipo de “leitura mental”. Entretanto, na prática, e em algumas pesquisas de laboratório, as experiências de telepatia raramente envolvem percepções de pensamentos reais, e a experiência em si mesma, de um modo geral, não requer uma comunicação entre duas mentes, mas pode ser “explicada” como clarividência ou precognição. Lembre-se de que os nomes e conceitos usados para descrever psi, na verdade, dizem mais sobre as situações em que os fenômenos são observados do que sobre qualquer propriedade fundamental dos fenômenos em si mesmos. O fato de dois eventos serem classificados da mesma forma não significa que eles sejam, na realidade, os mesmos.

Além disso, na prática científica, muitos dos termos básicos usados acima são acompanhados de adjetivos como “aparente”, “suposto”, e “ostensivo”. Isto ocorre porque muitas das alegações de fenômenos que supostamente envolvem psi podem não envolver psi, mas causas normais.

Adendo do Inter Psi: é importante salientar a diferença entre experiência e interpretação de um fenômeno. O fato de uma pessoa sentir-se fora do corpo, não significa, necessariamente, que algo, de fato, tenha deixado seu corpo. O mesmo acontece com as experiências de reencarnação, em que pessoas relatam lembrar-se de vivências que interpretam como sendo de vidas passadas. Tais interpretações são fundamentais para a pesquisa, uma vez que mostram de que forma a cultura e o conhecimento científico de uma pessoa pode influenciar na maneira como ela interpreta suas experiências. Essas intepretações são, ainda, importantes por gerarem hipóteses científicas. A ciência não deve, por outro lado, nem descartar, nem apoiar quaisquer interpretações de maneira apriorística, sem que dados de pesquisas rejeitem ou aceitem hipóteses testadas de maneira científica.

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